A ampliação da frota de táxis em Caxias do Sul esbarrou em uma polêmica: taxistas auxiliares querem que a prefeitura valorize profissionais mais antigos na licitação. A proposta da categoria surgiu em audiência pública na semana passada.
Entretanto, o diretor da Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade, Carlos Roberto Noll, lembra que a mudança direcionaria a disputa para determinados grupos, o que é ilegal.
A proposta é abrir 40 novas concessões que se somarão aos 277 táxis em circulação. A reivindicação será avaliada em uma nova reunião da comissão responsável pela licitação no início da próxima semana.
Se houver necessidade de alterações, o processo será encaminhado para o secretário de Trânsito, Jorge Dutra. Posteriormente, caberá ao prefeito José Ivo Sartori (PMDB) lançar a licitação, o que deve acontecer no início de março.
O Executivo considera o tempo na função como um requisito para o candidato somar pontos no concurso e não como critério principal de classificação. Ou seja, uma pessoa que dirige um táxi há 11 anos somará os mesmos pontos do taxista que trabalha há 20 anos nas ruas, por exemplo. Outro critério é o pagamento da outorga que varia de R$ 5 mil a R$ 15,5 mil.
O presidente da Associação de Motoristas e Auxiliares, Clademir Rodrigues, acredita que o item do tempo de serviço deixará profissionais experientes em desvantagem uma vez que a disputa envolverá também caminhoneiros, motoristas de ônibus e vans com longos anos na função:
— O tempo de trabalho será apenas um adereço.









