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Crime chocante na Serra28/01/2012 | 07h14Atualizada em 31/01/2012 | 12h05

Assassino confesso revela detalhes de triplo homicídio de empresário e adolescentes em Caxias

Para Polícia Civil, mortes de empresário e dois adolescentes foram premeditadas

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Assassino confesso revela detalhes de triplo homicídio de empresário e adolescentes em Caxias Pothus Junior /
Lucas Eduardo Macedo dos Reis depôs durante a madrugada Foto: Pothus Junior
O depoimento de Lucas Eduardo Macedo dos Reis, 22 anos, envolvido nas mortes do ex-patrão e de dois adolescentes em Caxias do Sul, avançou durante a madrugada de sábado na Delegacia de Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec).


Corpos foram retirados de barranco
na sexta. Foto: Juan Barbosa


O jovem detalhou como aconteceram os assassinatos, a desova dos cadáveres e os possíveis motivos para o crime. A Polícia Civil espera prender nas próximas horas o segundo suspeito de participação no triplo assassinato, que está foragido.

Segundo a versão de Reis, o empresário Gilson Hilman Fernandes, 44 anos, seu filho Vinicius, 14, e o amigo da família, Germano Ioris de Oliveira, 13, foram asfixiados até a morte na noite de terça-feira em uma moradia na comunidade de São Luiz da 6ª Légua, região do bairro Cruzeiro.

O alvo dos criminosos era o empresário. Ou seja, os adolescentes só foram assassinados porque conheciam os autores. Reis e o outro suspeito foragido eram ex-funcionários de Fernandes, dono de uma empresa especializada na venda e instalação de sistemas de refrigeração em São Luiz da 6ª Légua.

O caso começou a ser desvendado na tarde de sexta-feira pelo serviço de inteligência da Brigada Militar (BM). Preso, Reis admitiu a co-autoria dos assassinatos, revelou o envolvimento do amigo com o qual dividia um apartamento no bairro De Zorzi e indicou aos policiais militares onde os corpos das vítimas foram jogados: um lixão clandestino em um penhasco no Distrito de Santa Lúcia do Piaí, interior de Caxias do Sul.

A BM também recuperou os objetos roubados das vítimas. De acordo com a delegada Suely Rech, que interrogou Reis, o crime teria sido premeditado. O rapaz relatou que ele e o colega chegaram a pé na moradia por volta das 20h30min de terça-feira.

Naquele momento, somente Vinicius e o amigo Germano estavam em casa, brincando. Fernandes participava de um jogo de vôlei com amigos em uma quadra no bairro Bela Vista. Para entrar na residência, os ex-funcionários disseram para Vinicius que precisavam falar com o pai dele. Justificaram, inclusive, que haviam sido chamados pelo empresário e deveriam aguardar. Como conhecia Reis e o outro suspeito, Vinicius liberou o acesso. A dupla permaneceu na casa até a chegada de Fernandes.

Enquanto os adolescentes ficaram na moradia comendo pizza, o empresário seguiu com a dupla até o escritório da empresa, que fica ao lado. Lá, após alguns minutos de conversa sobre débitos trabalhistas, Fernandes teria se desentendido com a dupla. Ele levou um soco no peito e caiu no chão. Em seguida, foi enforcado com a camiseta de Reis.

Posteriormente, os criminosos chamaram Vinicius alegando que o pai gostaria de conversar com ele. Quando o adolescente subia as escadas, recebeu um golpe de gravata no pescoço e foi asfixiado. Dali, os comparsas desceram ao salão de festas, onde estava Germano. Reis sufocou o menino com as mãos.

Após as mortes, a dupla colocou os corpos em sacos plásticos e seguiu para o lixão de Santa Lúcia do Piaí, distante cerca de 14 quilômetros da moradia. Para isso, eles usaram um utiliário Kangoo, pertencente a Fernandes. O veículo também foi usado para transportar as mercadorias roubadas até o apartamento dos amigos, no bairro De Zorzi.

Conforme a delegada Suely, o suspeito foragido já planejava assaltar a moradia há mais tempo. Entretanto, ele e Reis foram demitidos semanas antes do triplo assassinato porque Fernandes descobriu que a dupla e um terceiro funcionário (sem envolvimento no crime) pretendiam abrir uma empresa concorrente. 

— Tudo se somou. O plano de furtar objetos da casa e a demora do empresário em pagar parte do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para o foragido, o que acabou culminando no crime. Acreditamos que o crime foi planejado com antecedência porque a dupla já sabia onde esconder os corpos — conta a delegada.

Reis está preso preventivamente. A prisão do outro suspeito já foi solicitada pela Polícia Civil. Bombeiros resgataram os cadáveres no final da noite de sexta-feira.

ENTENDA O CASO 

25 de janeiro de 2012, quarta-feira 
:: 
Na manhã de quarta-feira, a Brigada Militar e a Polícia Civilcomeçam as buscas ao empresário Gilson Fernandes, 44 anos, ao filho dele, Vinicius, 14, e ao amigo do garoto, Germano Ioris de Oliveira, 13. Os três foram vistos pela última vez na noite de terça-feira. Desde então, não mantiveram mais contato com amigos ou familiares. Funcionários da empresa de Fernandes decidem arrombar os portões da casa e da empresa, em São Luiz da 6ª Légua, região do bairro Cruzeiro, e encontram os móveis da residência e da empresa revirados. O utilitário Kangoo é encontrado no final da tarde no bairro Jardim América. 

26 de janeiro de 2012, quinta-feira 
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 A Brigada Militar e a Polícia Civil concentram as buscas no interior de Caxias do Sul. Nada é encontrado na quinta-feira. Agentes de todas as delegacias de Caxias auxiliam nas buscas.

27 de janeiro de 2012, sexta-feira 
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 Familiares, amigos e conhecidos se mobilizam nas redes socias compartilhando informações e fotos para ajudar na localização do empresário e dos dois adolescentes. 

::
 No final da tarde, a Brigada Militar localiza os três corposem um lixão clandestino no interior, em Santa Lúcia do Piaí, a cerca de 14 quilômetros da moradia do empresário. 

:: Preso como suspeito na tarde de sexta-feira, Lucas Eduardo Macedo dos Reis, 22, ex-funcionário de Fernandes,é levado até a Delegacia de Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas para prestar depoimento. Na casa dele, a polícia encontra um tênis sujo de sangue e objetos roubados da casa do empresário.

:: Preso, Reis admite a co-autoria dos assassinatos, revela o envolvimento de um amigo com o qual dividia um apartamento no bairro De Zorzi e indica aos policiais militares onde os corpos das vítimas foram jogados. Segundo a versão dele em depoimento, o empresário e os adolescentes foram asfixiados até a morte na noite de terça na moradia de Fernandes. 

:: Retirados na noite de sexta-feira do local onde foram atirados, os corpos são levados para o Departamento Médico Legal (DML). 

28 de janeiro, sábado

:: Com os corpos liberados do DML, os velórios de pai e filho e do adolescente amigo da família começam na tarde de sábado.

:: No velório de Germano Ioris de Oliveira colegas de escolaprestam homenagem ao garoto, rezando e lendo mensagens de apoio aos familiares. O corpo dele é cremado no Crematório São José. 

:: Na comunidade de São Luiz da 6ª Légua, o pai Gilson Fernandes e o filho Vinicius são velados juntos na igreja. Dezenas de amigos, parentes e moradores da comunidade comparecem ao velório e fazem orações. Os corpos são enterrados no cemitério da comunidade.

:: A Polícia agora está em busca do suspeito que seria o mentor do caso, que permanece foragido. Ele está com a prisão preventiva decretada pela Justiça 

29 de janeiro, domingo 
 

:: Em depoimento ainda na sexta-feira, Lucas Eduardo Macedo dos Reis revela que ele e o amigo, que está foragido, queriam incriminar outras pessoas, abandonado o Kangoo em um bairro distante de onde aconteceu o crime e espalhando documentos de outros funcionários de Fernandes com alguns objetos tirados da casa, para comprometê-los e despistar a polícia.


30 de janeiro, segunda-feira

:: Luciano Dickel Boles, 31 anos, apontado como mentor do triplo homicídio é preso em Santa Maria. Ele teve a prisão preventiva decretada pela Justiça depois que o comparsa dele, Lucas Eduardo Macedo dos Reis, 22, confessou o crime e indicou onde os corpos das vítimas foram jogados.

31 de janeiro, terça-feira
 

:: Boles chega a Caxias do Sul na madrugada para prestar depoimento. Há quase um ano, ele saía da pequena Dezesseis de Novembro, perto de São Luiz Gonzaga, nas Missões. A convite do empresário, se instalou em Caxias para trabalhar echegou a morar  ao lado da casa de Fernandes por seis meses.

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Agentes de todas as delegacias da cidade também permanecem mobilizados

Comentar esta matéria Comentários (10)

Isabel Lazzari

Nossas leis precisam mudar, toda esta crueldade, eles ficam um tempo na cadeia protegidos pelos direitos humanos e depois saem como se nada tivesse ocorrido. Tem que ter pena de morte, matou por dinheiro não tem o que discutir, eles não tem sentimento nenhum pelas pessoas. Por que deveríamos ter por eles?

30/01/2012 | 21h29 Denunciar

RODOLFO

Foi muita frieza... Queria apenas saber quem os "direitos humanos" defende nestas horas!! Não tenho esperança de que os animais que cometeram este crime possam integrar a sociedade... Existem casos onde a lei deveria punir com pena de morte; mais barato e eficaz!

30/01/2012 | 07h55 Denunciar

adriana

nao adianta a prisao desses tipos,enquanto nao mudar a legislaçao.........a policia prende e em seguida eles tao na rua......... ate guando teremos que viver com isso proximo de nossas casas e filhos e fazendo de conta que nao sabemos quem sao? em cada bairro,rua,comunidade tem um bandido ,traficante,.......temos que passar por eles e fingir tar tudo bem....(como costumo dizer se um dia fizer algo errado me esconderei na casa de um desses ja que todos sabem quem é menos as autoridades) ........

30/01/2012 | 00h02 Denunciar

Juliano

Quanto tempo sera q esse vagabundo vai ficar na cadeia?? certo q vai ser condenado a 30 anos de cadeia mas duvido que cumpre a metade e ja sera solto.. A lei brasileira é a cara dos nossos politicos ou seja uma palhaçada.

29/01/2012 | 06h22 Denunciar

Daison

E sabem o que vai acontecer agora? Eles serão condenados a uns 30 anos de prisão (só no papel), mas depois de cumprir 3 anos eles já estarão no regime semi-aberto e depois de mais uns 2 anos no semi-aberto eles vão estar recuperados e prontos para serem totalmente reintegrados à sociedade... Alguém duvida?

29/01/2012 | 05h14 Denunciar

gilson

Sr Valter, concordo plenamente com vc, quem sai perdendo é quem morre, daqui a um ano todos esquecem e nosso magistrados tambem, se eu tiver uma chance de reagir em situação de risco, não exito nem um pouco, cadeia tem duas portas cemitério tem uma só...... nosso governantes se preocuparam em desarmar o cidadão e os delinquentes entram em nossa residencias com maior tranquilidade......

28/01/2012 | 20h13 Denunciar

Valter

Se essa pobre vítima tivesse uma arma em sua casa, poderia ter expulsado os assassinos quando notou que algo estava errado. Sim, poderia ter a arma tomada pelos bandidos e siso morto também, mas ao menos teria uma chance. Pergunto. Que chance ele teve? De que adiantou não ter armas? A não reação em situações de risco jamais será garantia de integridade física. As pessoas têm que deixar esse comportamento ovino martelado incessantemente em suas cabeças: não reaja, não reaja, morra como um cordeiro.

28/01/2012 | 19h29 Denunciar

daniel roberto

Não adianta prender estes indivíduos. Sugiro a morte nas mesmas circunstâncias dos seus delitos. Que sejam enterrados de pés para o alto, para que não ocupe espaço.

28/01/2012 | 15h31 Denunciar

Chauli

peço que a justiça seja feita, que este bandido pague pelas vidas que tirou das crianças inocentes e do empresário.! Torço que ganhe pena de morte, e que se não ganhar esta pena, que saia da cadeia um dia e alguem faça justiça com as próprias mãos com este vagabundo.

28/01/2012 | 10h38 Denunciar

SILVIANA

Eu e com certeza toda a sociedade caxiense, espero que quando referem Reis está preso preventivamente, não se transforme em DELAÇÃO PREMIADA, e esse delinquente não ganhe a liberdade, depois dessa monstruosidade, pois até os cinquenta anos esse monstro cometerá muitos outros crimes.

28/01/2012 | 08h19 Denunciar

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