Meia Wangler trocou o futsal pelo futebol de campo e virou destaque da equipe sub-20 do Caxias - Pioneiro

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29/06/2011 | 13h57

Meia Wangler trocou o futsal pelo futebol de campo e virou destaque da equipe sub-20 do Caxias

Primeiro jogo da final do Estadual de Juniores contra o Inter é nesta quarta, a partir das 18h30min, no Estádio Centenário

Meia Wangler trocou o futsal pelo futebol de campo e virou destaque da equipe sub-20 do Caxias Ricardo Wolffenbüttel/
Meia Wangler seguiu os conselhos do pai e largou as partidas disputadas em quadras cobertas de futsal para apostar no futuro de chuteiras e com jogos debaixo de sol e chuva Foto: Ricardo Wolffenbüttel
Maurício Reolon

maureolon@gmail.com

Ele tem todas as características de um tradicional camisa 10. Canhoto, habilidoso e o principal organizador das jogadas do time de juniores do Caxias, o meia Wangler é uma das apostas da comissão técnica grená para a final do Estadual Sub-20. O primeiro duelo contra o Inter é nesta quarta-feira, às 18h30min, no Estádio Centenário. A volta será sábado, às 15h, no Beira-Rio.

A trajetória de Wangler da Silva é, no mínimo, curiosa. O jogador chegou ao Caxias no final do ano passado e teve de passar por um processo de adaptação. Desde os 12 anos, o agora meia se destacava no América de Tapera, equipe da Série Prata do futsal gaúcho. Em 2009, ele tentou a sorte no futebol de campo, atuando seis meses na categoria juvenil do RS Futebol, clube extinto de Alvorada. Depois, acabou retornando ao futsal. Porém, o sonho de atuar em uma grande equipe do futebol brasileiro permanecia viva.

— Meu pai sempre me dizia que o meu futuro era no campo. Então, quando surgiu a oportunidade do Caxias, agarrei com as duas mãos — diz o jogador.

Das quadras, o jovem meia de 18 anos trouxe a técnica e a facilidade de resolver situações em espaços curtos. Aliás, são os dribles e a visão de jogo o que mais chama a atenção do técnico Felipe Endres:

— Ele conseguiu adaptar as características dele ao jogo na grama. O que estamos fazendo é aprimorar detalhes técnicos. Trabalho muito em campo reduzido
e, nessas atividades, ele mostra uma grande qualidade.

Para Wangler, a principal mudança nessa transição está na preparação física e na forma de observar o jogo.

— No futsal, tem mais contato e velocidade. No campo, tenho mais tempo para pensar. Além disso, no começo senti a dificuldade com o condicionamento físico, já que a resistência tem que ser muito maior. Agora já está tranquilo — comenta o meia, que já marcou oito gols no campeonato, um a menos do que o goleador do time, o atacante Marcos Paulo.

Assim como boa parte do grupo atual, Wangler não estava na final do Estadual de Juniores do ano passado, contra o Juventude. Em 2010, o time grená perdeu para o rival no saldo de gols, depois de ser derrotado no Jaconi e vencer em casa. Para não repetir o mesmo erro, Wangler sabe o que o time precisa.

— Como existe o saldo qualificado, é importante a vitória, mas principalmente sem levar gols — ensina.

Para o técnico Felipe Endres, o fundamental é encarar o jogo de forma natural, sem nervosismo:

— A final contra o Inter será o jogo mais importante até aqui na carreira de muitos deles, e a tranquilidade dentro de campo será fundamental para um bom resultado.
 
 
 
 
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