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04/03/2011 | 06h32

Família diz que criança cadeirante foi barrada em escolas de Caxias do Sul

Funcionários de três estabelecimentos particulares teriam dificultado ou recusado a matrícula de menino de quatro anos

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Família diz que criança cadeirante foi barrada em escolas de Caxias do Sul  Maicon Damasceno, Especial/
Os colégios Murialdo, São Carlos e São José Capivari teriam dificultado ou negado a matrícula na educação infantil Foto: Maicon Damasceno, Especial
Funcionários de três escolas da rede privada estão sendo investigados pelo Ministério Público (MP) por supostamente terem discriminado um menino cadeirante de quatro anos. O caso foi denunciado na segunda quinzena de fevereiro à promotora de Justiça Adriana Diesel Chesani, que determinou a abertura de um inquérito por parte da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

Os colégios Murialdo, São Carlos e São José Capivari teriam dificultado ou negado a matrícula na educação infantil porque o garoto se locomove com cadeira de rodas e necessita de atenção especial. A criança só foi aceita no La Salle Carmo. O drama da família começou no dia 2 de fevereiro, quando o menino esteve no Murialdo, em Ana Rech, para conhecer as instalações.

— Ficamos duas horas na escola. A principio, estaria tudo certo. Precisávamos apenas aguardar uma resposta do novo diretor da escola, que estava por chegar. Para nossa surpresa, no dia 7, a psicóloga nos ligou informando que o novo diretor não aceitou meu sobrinho, alegando que não estariam preparados para recebê-lo — conta o tio da criança, ex-aluno do Murialdo.

Posteriormente, a mãe do garoto afirma ter procurado, por telefone, a Escola São José Capivari. Lá, uma funcionária teria dito que não havia espaço para a criança.

— Uma funcionária disse que não podia aceitar porque meu filho ocuparia a vaga de cinco pessoas — relata a mãe.

A família tentou a matrícula no São Carlos, que exigiu a presença de um familiar ou a contratação de um monitor para acompanhar o menino enquanto ele estivesse na escola. Caso contrário, não seria possível atender a criança. A mãe formalizou a denúncia apenas contra o Murialdo. Mas a promotora Adriana diz que os responsáveis pelos outros estabelecimentos serão chamados para explicar porque a criança não foi matriculada.

— Toda escola, privada ou pública, não pode negar ou dificultar a matrícula de uma criança deficiente. É a escola que deve se adaptar às necessidades do aluno e não ao contrário — ressalta a promotora.

Comentar esta matéria Comentários (3)

Rodrigo Morandi Osório

Bem típico de Caxias. Um povo mesquinho, egoísta e discriminador. Além deste menino, há outras pessoas que sofrem discriminação nesta maldita cidade.

04/03/2011 | 10h38 Denunciar

Valdinéia

Enfim alguma providência foi tomada, pois é uma vergonha o preconceito que ainda existe em nossa cidade. Todo ser humano é possuidor dos mesmos direitos e compete aos ambientes a adaptação. Parabéns a familia por não aceitar a situação!

04/03/2011 | 10h20 Denunciar

cristina maria abreu

Aonde esta o direito desse menino?????

04/03/2011 | 09h20 Denunciar

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