Colégio barra estudantes pilchados em Caxias do Sul - Pioneiro

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15/09/2010 | 05h50

Colégio barra estudantes pilchados em Caxias do Sul

Alunos do São José afirmam terem sido proibidos de assistir a aulas usando trajes típicos

Colégio barra estudantes pilchados em Caxias do Sul Tatiana Cavagnolli/
Eles afirmam terem sido barrados e obrigados a voltar para casa para substituir a indumentária gaúcha pelos uniformes escolares Foto: Tatiana Cavagnolli
Na contramão dos festejos da Semana Farroupilha, o Colégio São José, em Caxias do Sul, teria proibido alunos de frequentarem as aulas usando pilchas. Pelo menos isso é o que alegam três estudantes do ensino médio.


Você concorda com a proibição do uso de pilchas no Colégio São José? Opine no mural.

Eles afirmam terem sido barrados e obrigados a voltar para casa para substituir a indumentária gaúcha pelos uniformes escolares. Caso contrário, não poderiam ficar no colégio, que é privado. Na rede pública, o uso de pilchas é permitido e incentivado neste período de comemorações. Procurada pelo Pioneiro, a direção do São José não se manifestou sobre o caso.

A polêmica começou na segunda-feira com o estudante do 3º ano Diego Roncarelli de Salles, 17 anos. Aluno do turno da manhã e assíduo frequentador de rodeios e CTGs, Diego saiu de casa usando bombacha, bota, lenço, camisa e chapéu. No pátio, foi cercado por vários colegas que acharam bonito o apreço do rapaz pelas tradições. A movimentação chamou a atenção de um monitor da escola.

O estudante diz ter sido levado para conversar com uma das coordenadoras da manhã, conhecida como Leda. A funcionária permitiu que o estudante assistisse à aula na segunda-feira, mas com a promessa de que ele não usasse mais a pilcha. Segundo Diego, cinco minutos depois de ter entrado na sala, o estudante foi orientado por Leda a deixar a escola. Sem ter como voltar para casa, no bairro Cinquentenário, o rapaz foi para a moradia da avó no Centro.

Na terça-feira a situação voltou a se repetir com um casal de namorados. Camila Pretto e Bruno Novello, ambos com 16 anos, teriam sido impedidos de entrar na sala. Eles receberam as mesmas orientações que haviam sido repassadas a Diego.

Leia mais e veja a opinião do presidente da 25ª Região Tradicionalista, Jó Arse.
 
 

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