Para o presidente reeleito do PMDB, deputado Michel Temer, resta somente a esperança de que o partido não vá dividido para as eleições 2010. O apoio da sigla no Rio Grande do Sul está claramente dividido entre os pré-canditatos à presidência José Serra e Dilma Roussef.
— Fica um pouco no plano da esperança. Eu espero que sim. Nesta convenção, conseguimos uma unidade quase absoluta. Uns poucos, legitimamente, resolveram não seguir está unidade e ficar distanciados do partido. Eu espero que até a convenção haja convicção que o PMDB tem uma tal unidade e que se manter poderemos caminhar juntos. Certamente a divisão no Rio Grande do Sul tem três correntes: os que querem candidatura própria, os que querem o governador do Estado de São Paulo e os que querem a candidata do governo — afirmou em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade.
Questionado se seria candidato a vice na chapa de Dilma, Temer reiterou que será candidato à reeleição na Câmara dos Deputados.
—Vice é uma circunstância que pode ou não ocorrer. Se eu vier a ser, eu vou trabalhar, conversar com os colegas. Vou usar o diálogo.
O parlamentar confirmou tendência do partido em apoiar a candidatura da ministra Dilma Rousseff à presidência da República, mas ponderou que até o mês de julho, quando ocorrerá a convenção do partido, outras duas vias possíveis serão analisadas: a candidatura própria e o apoio ao atual governador de São Paulo, José Serra.
O presidente do PMDB avaliou as críticas de Fernando Henrique Cardoso, que propôs comparação entre o seu governo e a administração de Lula, dizendo que o eleitor não quer saber do que aconteceu no século passado, mas sim o que acontecerá após as eleições, em 2011.









