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04/07/2009 | 14h04

Candidatas do interior de Caxias participam da escolha da Rainha da Festa da Uva 2010

Seis das 20 inscritas representam a colônia

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Candidatas do interior de Caxias participam da escolha da Rainha da Festa da Uva 2010 Reprodução/
20 candidatas estão na corrida pela coroa de Rainha da Festa da Uva 2010 Foto: Reprodução
Quando teve início, na década de 1930, a Festa da Uva era um acontecimento agrário que reunia no centro da cidade-colônia agricultores para a celebração da vindima. Eram os produtores com seus frutos os grandes responsáveis pela festa. Hoje, muitos outros aspectos são destacados em torno da uva comemorada.

E, para retomar a presença do interior na maior celebração da cidade, comunidades afastadas do Centro estão organizadas para serem representadas no concurso que elegerá as soberanas da edição de 2010. A atitude reforça o interesse do interior em participar da festa de origem colonial.

Apresentadas há uma semana, as 20 candidatas que estão na corrida pela coroa representam diferentes entidades. A maioria delas vem de estabelecimentos comerciais da cidade, mas seis levam ao concurso o nome de localidades do interior. São patrocinadas por associações de moradores, comunidades ou festas coloniais.

A primeira rainha foi coroada na terceira edição, em 1933. Adélia Eberle inaugurou, com mais simplicidade, um posto desejado cada vez mais ao longo dos anos pelas jovens caxienses. Depois dela, outras foram apontadas por voto popular, mas a escolha das soberanas na volta da Festa da Uva no período pós-guerra foi marcada pelo glamour dos bailes sociais. As festas de escolha eram para associados, com meninas da alta sociedade e apresentadas por entidades ricas.

Aos poucos, principalmente depois da inauguração dos pavilhões, em 1975, a festa foi se tornando mais popular. Em 2003, o anúncio da moradora da Linha 40 Priscila Tomazzoni Ribeiro como rainha da festa de 2004 deu maior ânimo aos grupos do interior que, naquela festa, não estavam representados somente nos estandes dos produtos coloniais.

— Quando participei do concurso quebrei um tabu meu. Acreditava que somente alguém que representasse uma entidade da área central pudesse ganhar. Eu fui querendo ganhar, mas sem muito acreditar nisso — lembra Priscila, hoje com 27 anos, moradora do Centro desde janeiro.

— Eu sinto que até hoje aquela escolha ficou marcada por ter tido uma rainha do interior. E os moradores se sentem privilegiados porque é uma forma de valorizar o trabalho deles na festa — completa.

Além de levar a sua cultura para os Pavilhões, as comunidades afastadas do Centro também aproveitam a festa para divulgar seus atrativos como pontos turísticos.

— Também fazemos a festa. O interior está orgulhoso de ter representantes e poder divulgar suas localidades pelo país — diz Valmor Frizzo, presidente da Festa do Vinho Novo, de Forqueta, representada por Tatiane Frizzo.

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