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22/06/2009 | 17h41

UE adverte sobre perigo de proliferação nuclear no Irã

Chefe da diplomacia europeia afirmou que "o desejo de construir uma bomba nuclear é muito perigoso"

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O alto representante da União Europeia, Javier Solana, voltou a advertir nesta segunda-feira sobre o "perigo" que a proliferação nuclear em um país como o Irã, "rico e com vocação de liderança regional", representa para o mundo. Em um colóquio realizado em Bruxelas, no qual repassou os principais desafios para a segurança mundial, Solana considerou a proliferação de armas de destruição em massa em geral como "a principal ameaça" enfrentada pelo mundo neste século.

Ao se referir em particular ao Irã, o chefe da diplomacia europeia afirmou que o "não cumprimento do tratado de não-proliferação e o desejo de construir uma bomba nuclear é muito perigoso". Perguntado sobre qual dos dois países, Coreia do Norte ou Irã, representa uma ameaça maior, Solana não quis responder abertamente, mas deu a entender que o primeiro deles não busca hegemonia.

— A Coreia do Norte é um país muito pobre — lembrou, afirmando que "quando um país com esse nível de pobreza gasta dinheiro em testes de armas nucleares, algo tão caro, o mundo já se pergunta sobre o que está acontecendo ali".

Solana afirmou que se trata de um país "que esteve marginalizado durante muito tempo" e "para alguns ser irrelevante é pior que ser pobre". Segundo ele, "isso está acontecendo na Coreia do Norte. O país sente que tem que fazer barulho, para que as pessoas prestem mais atenção neles". O Irã "é completamente diferente. É um país rico e tem uma vocação de liderança regional, o que não acontece com a Coreia do Norte", ressaltou.

Em sua conferência, Solana insistiu que a proliferação de armas de destruição em massa, especialmente as nucleares, segue a uma lógica perversa: "a absoluta segurança para uns significa a total insegurança para o resto". Por isso, a solução só será alcançada com a cooperação internacional e o reforço dos mecanismos multilaterais, como a União Européia (UE) sempre defendeu.

Sobre o assunto, revelou que, pela primeira vez em anos, os trabalhos realizados para a revisão periódica do Tratado de Não-Proliferação Nuclear estão dando frutos.

— Pela primeira vez, parece que vai haver uma agenda de acordos dos trabalhos preparatórios da revisão, o que pode mudar completamente a paisagem — disse o representante europeu.

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