A prisão Jairo Maciel Fischer, 21 anos, em Teutônia, suspeito de integrar o grupo nazista que matou um casal no Paraná no fim de abril, surpreende as autoridades policiais do município de cerca de 25 mil habitantes do Vale do Taquari.
Espantados, policiais civis passarão a investigar no local a existência de grupos simpatizantes aos ideais de Adolf Hitler. Fischer foi preso em casa por policiais civis do Paraná na manhã de sexta-feira. Integrante do movimento neonazista do Brasil, ele é um dos seis suspeitos capturados por assassinar o casal Bernardo Dayrell Pedroso, 24 anos, e Renata Waeschter Ferreira, 21 anos, na região metropolitana de Curitiba, em 21 de abril.
Segundo o delegado-chefe do Centro de Operações Policiais Especiais do Paraná, Miguel Stadler, a morte do casal está vinculada a uma disputa da liderança do movimento neonazista no Brasil, que tem como fundamento a segregação e a discriminação de raças consideradas inferiores.
– Bernardo era líder do movimento no Paraná. Ele e Renata foram assassinados por membros do grupo que não os queriam mais no poder – afirma.
Além de Fischer, também foram presos Ricardo Barollo, 34 anos, líder do movimento neonazista no Brasil, Rodrigo Mota, 19 anos, Gustavo Wendler, 21 anos, Rosana Almeida, 22 anos, e João Guilherme Correa, 18 anos. Todos vão responder por homicídio qualificado e formação de quadrilha.
A prisão do jovem em Teutônia chocou a família Fischer. Os pais, abalados, dizem desconhecer o envolvimento do filho com o neonazismo. Ontem à tarde, não quiseram atender à imprensa. No último feriado de abril, Fischer saiu de casa dizendo que visitaria amigos em Caxias do Sul. Conforme a investigação, embarcou para o Paraná.
Em depoimento na delegacia de Curitiba, ele teria confessado o crime e dito que a arma usada para matar Bernardo estava em Teutônia, na casa de um amigo. Ao localizar o adolescente, o inspetor de polícia da cidade, Vanderlei Gerlach, recebeu uma mochila. Dentro, havia uma pistola 9 milímetros, pertencente à Polícia Federal Argentina, e objetos em apologia ao nazismo.
O material foi entregue aos policiais paranaenses no sábado, no Aeroporto Salgado Filho, na Capital. A arma que matou Renata não foi localizada.
| Quem é o jovem preso |
| Natural do Paraná, Fischer mora em Teutônia há dois anos. Seus pais, também paranaenses, haviam se mudado para a cidade anos antes. Ele ficara na cidade natal com uma irmã, que o teria expulsado de casa ao saber do envolvimento com skinheads. Com a briga, passou a viver em Teutônia, onde trabalhava em uma empresa de laticínios |









