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18/05/2009 | 15h48

Obama pede fim de assentamentos israelenses nos territórios palestinos

Presidente americano se reuniu com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanhayu

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Obama pede fim de assentamentos israelenses nos territórios palestinos Shawn Thew, EFE/
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanhayu, e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se reuniram em Washington Foto: Shawn Thew, EFE

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta segunda-feira que Israel tem obrigações claras dentro do plano de paz no Oriente Médio e que os assentamentos devem ser detidos nos territórios palestinos.

Obama fez o pronunciamento após encontro de duas horas com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, com quem conversou, entre outros assuntos, sobre o processo de paz no Oriente Médio e o programa nuclear iraniano.

Na reunião, Netanhayu afirmou que deseja retomar imediatamente as negociações de paz com os palestinos, interrompidas desde que o exército israelense fez uma incursão em Gaza, no ano passado.

Sobre a relação com o Irã, o presidente americano afirmou que, até o fim deste ano, avaliará se o processo de aproximação que busca desenvolver com o país oferece resultados.

A reunião entre Obama e Netanyahu em Washington faz parte de uma série de encontros que o presidente americano deve ter com líderes do Oriente Médio.

Novo assentamento irrita palestinos

Horas antes de o presidente americano receber Benjamin Netanyahu, a Autoridade Nacional Palestina (ANP) acusou Israel de estender a colonização de assentamentos em terras palestinas.

— Isso é prova da insistência do governo israelense em seguir adiante com suas políticas colonizadoras — se queixou o assessor presidencial palestino, Nabil Abu Rudaineh, após saber dos planos de Israel de retomar, três anos após a paralisação, a construção de um novo assentamento judaico.

A nova colônia, chamada de Maskiot, fica na região palestina do Vale do Jordão e abrigará, em princípio, 20 famílias judaicas. Porém, os planos prevêem uma rápida expansão.

Abu Rudaineh considera a decisão uma "provocação" e exigiu que Obama obrigue Israel a cessar a colonização da Cisjordânia. Para ele, o novo assentamento expressa, claramente, uma rejeição ao processo de paz.

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