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Investigação05/03/2018 | 15h05Atualizada em 05/03/2018 | 15h05

Adolescentes responderão por espancar jovem em Caxias

Quatro rapazes serão responsabilizados por ato infracional equivalente à tentativa de homicídio por agredir Leandro Machado depois de festa de Carnaval

Adolescentes responderão por espancar jovem em Caxias reprodução/reprodução
Vídeo mostrou grupo agredindo a vítima a pauladas e com chutes na cabeça Foto: reprodução / reprodução

Quatro adolescentes responderão por ato infracional equivalente à tentativa de homicídio simples no caso do espancamento de Leandro Machado, 19 anos, após uma festa de Carnaval no centro de Caxias do Sul no dia 18 de fevereiro. O inquérito foi remetido pela Polícia Civil ao Poder Judiciário na semana passada.

Segundo o titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Caio Márcio Fernandes, os quatro responsabilizados são os que aparecem nas imagens agredindo o jovem a pauladas e chutes na cabeça.

– Conseguimos identificar e individualizar as condutas de cada um – disse o delegado.

Os nomes não são divulgados conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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O espancamento ocorreu na esquina das ruas Sinimbu e Doutor Montaury, quando ocorria a dispersão do público que participava do Carnaval. O vídeo, feito por uma pessoa não identificada, mostra um grupo com cerca de seis a sete participantes próximos a Leandro, quando parte dos integrantes dá início a uma sequência de golpes contra o jovem que dura 18 segundos. Em depoimento à polícia, os adolescentes admitiram a participação nas agressões.

As investigações concluíram que o ato decorreu de uma confusão anterior, ocorrida no cruzamento da Avenida Júlio de Castilhos com a Doutor Montaury. Inicialmente, a informação era de que uma moça teria sido agredida naquele local por um grupo ao qual pertencia Leandro. Um outro vídeo, feito por câmeras de monitoramento, mostram Leandro correndo atrás do grupo que, posteriormente, o agrediu.

Contudo, a investigação apurou que a moça não foi agredida e sim teria passado mal. Mesmo assim, na ocasião, o fato teria sido o estopim do espancamento.

Ainda conforme o delegado, como os agressores identificados compareceram à delegacia sempre que chamados, colaboraram com as investigações e não tinham histórico policial, não foi pedida a internação provisória deles. Isso significa que, em princípio, eles devem responder em liberdade. Caso tenha entendimento diferente, o Ministério Público ainda pode pedir a internação. 

Leandro teve ferimentos na cabeça, ficou algumas horas internado no hospital e se recupera em casa. Tanto à reportagem quanto à polícia, Leandro diz que não lembra do que aconteceu naquela noite.

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