Médico suspeito de abuso sexual é demitido da UPA Zona Norte de Caxias do Sul - Polícia - Pioneiro
 

Denúncia08/02/2018 | 17h47Atualizada em 08/02/2018 | 18h20

Médico suspeito de abuso sexual é demitido da UPA Zona Norte de Caxias do Sul

A polícia investiga se o profissional é culpado do crime de posse sexual mediante fraude

Médico suspeito de abuso sexual é demitido da UPA Zona Norte de Caxias do Sul Felipe Nyland/Agencia RBS
Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

Um médico plantonista suspeito de abuso sexual por uma paciente foi demitido da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Zona Norte, de Caxias do Sul, na tarde desta quinta-feira (8) pelo Instituto de Gestão e Humanização (IGH), que gerencia a unidade.

O profissional já havia sido acusado do mesmo crime em 2016, quando trabalhava em uma unidade básica de saúde (UBS) do município.

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De acordo com a titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Caxias, Thais Norah Postiglione, o caso chegou à Polícia Civil quando a vítima registrou ocorrência, na quarta-feira (7). 

A vítima relatou que procurou atendimento na UPA Zona Norte por volta da meia-noite de terça (6), por conta de picadas de inseto em um dos braços e no pescoço. Durante a consulta, o médico teria pedido à paciente que tirasse toda a roupa e começou a apalpar os seios e as nádegas da vítima, além de fazer perguntas de cunho sexual.

— Ela (a vítima) disse que não sabia o que fazer. Ele (o médico) ficou fazendo perguntas sobre a vida sexual dela e do marido, coisas inconvenientes, e tocou de forma inconveniente nela — relata a delegada.

Durante a consulta, o médico teria se colocado de costas para a porta de saída do consultório, em pé, impedindo a saída da paciente. 

A ocorrência foi remetida nesta quinta (8) à Deam e a mulher foi ouvida novamente. Segundo a delegada Thais, o médico já foi intimado e será ouvido na próxima terça-feira.  

— Os agentes foram até a UPA para intimar ele e não o encontraram. Depois, foram até a casa dele e deixaram a intimação com a esposa. 

Uma possível testemunha do caso também será ouvida. O inquérito vai investigar o crime de posse sexual mediante fraude. Em 2016, o médico já havia sido indiciado pelo mesmo delito. O inquérito foi encaminhado ao judiciário e segue em andamento. 

O advogado do médico, Régis Eduardo Krauze, informou que ainda não recebeu informações oficiais sobre o caso e prefere não se manifestar. Ele também afirma o profissional não se manifestará sobre as denúncias de 2016 até que o processo esteja concluído. 

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