Guardas municipais de Caxias do Sul afirmam que falta de estrutura compromete trabalho - Polícia - Pioneiro

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Abaixo-assinado14/02/2018 | 16h26Atualizada em 14/02/2018 | 16h41

Guardas municipais de Caxias do Sul afirmam que falta de estrutura compromete trabalho

Cerca de 120 guardas teriam assinado documento entregue na Câmara de Vereadores

Guardas municipais de Caxias do Sul afirmam que falta de estrutura compromete trabalho Felipe Nyland/Agencia RBS
Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

Guardas municipais de Caxias do Sul apresentaram um abaixo-assinado para solicitar que vereadores fiscalizem as ações que estão sendo tomadas pela prefeitura para com a corporação. O documento aponta três medidas necessárias (veja quadro abaixo) para que a Guarda Municipal não pare por falta de condições de trabalho. A direção da corporação e a Secretaria Municipal de Segurança Pública descartam a possibilidade de paralisação e afirmam que as medidas apontadas já estão encaminhadas ou resolvidas.

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Os servidores afirmam que a atual administração não está sendo capaz de oferecer o mínimo necessário para viabilizar o trabalho da Guarda Municipal. Um dos líderes afirma que 120 assinaturas foram coletadas. O documento seria entregue na Câmara de Vereadores nesta quarta-feira.

— Não estão sendo respeitados prazos, como de validade dos equipamentos ou de exames psicológicos para o porte de arma. Os fardamentos estão deteriorados, faltam coletes balísticos e as viaturas estão aquém do que o nosso serviço requer — aponta um guarda municipal que prefere não ser identificado.

Os servidores afirmam que a situação só é comparável com a ocorrida em 2004, quando dezenas de guardas municipais invadiram o gabinete do prefeito José Ivo Sartori (PMDB) para reivindicar a compra de coletes balísticos.

Secretário de Segurança e diretor da Guarda minimizam situação

Procurado pela reportagem, o diretor da Guarda Municipal, Ivo Rauber, afirma que o movimento é feito por "uma minoria quer fazer uma afronta contra o governo" do prefeito Daniel Guerra (PRB).

— Li o documento, mas não assinei porque o que está sendo solicitado já está sendo feito pela prefeitura.  As críticas são construtivas porque sabemos que estão faltando equipamentos. Mas estou tranquilo e feliz porque sei que já foram comprados 51 pistolas e coletes balísticos. É uma questão de tempo para recebermos — garante Rauber.

Já o secretário de Segurança, Clovis Juvenal Pacheco, afirma que trabalha diariamente com a direção da Guarda e nunca foi procurado por qualquer grupo de guardas descontentes.

— Irei esperar chegar oficialmente este documento e depois posso me manifestar. Acredito que os vereadores deverão me encaminhar esta representação — resume.

Apesar de evitar uma manifestação, o secretário municipal acredita que não há possibilidade da Guarda Municipal parar. Ele alega que as medidas solicitadas já existem ou estão em processo de licitação.

AS SOLICITAÇÕES:

1) Implantação de uma lei municipal que regule a atividade da Guarda Municipal como exige a Lei Federal 13022/14, que deve resolver as distorções salariais da corporação e respaldar legalmente ações realizadas pelos servidores.

2) Fornecimento, em caráter de urgência, de novas viaturas, equipamentos, uniformes e armamentos para treinamento e uso operacional.

3) Cumprimento em sua integralidade do Planejamento Estratégico da Secretaria Municipal de Segurança Pública, confeccionado pela direção da Guarda Municipal com o ex-secretário José Francisco Mallmann.

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