Cerco a assaltantes de carro-forte continuará enquanto for necessário, dizem BM e PRF - Polícia - Pioneiro

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Fuga sob os parreirais08/02/2018 | 20h06Atualizada em 08/02/2018 | 20h26

Cerco a assaltantes de carro-forte continuará enquanto for necessário, dizem BM e PRF

Ladrões que escaparam de barreira policial estariam se alimentando de uva

Cerco a assaltantes de carro-forte continuará enquanto for necessário, dizem BM e PRF Porthus Junior/Agencia RBS
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

As forças policiais prometem continuar o cerco em Monte Belo do Sul até encontrar os assaltantes que atacaram o carro-forte na BR-470 na última terça-feira. Na manhã desta quinta-feira, dois suspeitos foram vistos correndo entre os parreirais por trabalhadores que atuam na colheita da uva. Seguindo os rastros, os policiais encontraram uma vertente da água em que os criminosos teriam descansado. A suspeita é que eles estão se alimentando com a farta oferta de frutas na região.

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Com a chegada do reforço do Batalhão de Operações Especiais (BOE) de Porto Alegre, a operação conta com 35 brigadianos e oito policiais rodoviários federais. Há barreiras na ERS-444 e em estradas vicinais. Todos os veículos são revistados para identificar suspeitos e evitar que comparsas do bando façam o resgate dos fugitivos.

As buscas ocorrem na rota turística do Vale dos Vinhedos, principalmente no limite entre Monte Belo do Sul e Bento Gonçalves. Os moradores alternam momentos de gratidão pela atuação policial com o medo pelos criminosos que rondam a região. Com 2,6 mil habitantes, Monte Belo do Sul não está acostumada com relatos de violência.

— Eles foram vistos na minha propriedade. (Os bandidos) estão por perto e nós estamos apavorados. Precisamos entrar em casa cedo e fechar tudo. O medo é que eles ataquem alguma família durante a noite. (Os assaltantes) devem estar com fome e desesperados — conta a produtora Lélia Cecconi, 52 anos, moradora da localidade há 30 anos.

A tensão na região tem afastado turistas, que costumam visitar as propriedades para apreciar a colheita da uva e desfrutar dos vinhos da Serra. A incerteza também fica por conta das excursões programadas para os próximos dias.

— É uma época de movimento intenso, mas nos últimos dias não está vindo ninguém. O pessoal está receoso e nós também. Estou indo dormir na casa de familiares em Bento — revela Jussara Lewandoski, 46, proprietária de uma vinícola que recebeu apenas dois clientes nos últimos três dias.

Suspeitos fugiram para Viamão

Mais um assalto na região pode estar relacionado com o bando que atacou o carro-forte. Rendido por dois homens na tarde de quarta-feira, um caminhoneiro de Garibaldi foi obrigado a levar a dupla para Viamão. Após ser liberado, no entanto, ele não procurou a polícia, o que prejudicou as investigações.

A BM soube do crime somente por redes sociais, após o caminhoneiro relatar o ocorrido a vizinhos. O assalto só foi confirmado por volta das 22h, quando PMs localizaram a casa da vítima. A suspeita é de que os dois assaltantes sejam os homens que estavam numa Montana que conseguiu romper a barreira policial em Monte Belo do Sul.

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