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Violência05/01/2018 | 11h03Atualizada em 05/01/2018 | 11h11

Cozinheiro encontrado morto em apartamento em Caxias estava desaparecido

Família de João Storani procurava por ele desde 27 de dezembro do ano passado

Cozinheiro encontrado morto em apartamento em Caxias estava desaparecido Facebook / Reprodução/Reprodução
Foto: Facebook / Reprodução / Reprodução

Desde que a última mensagem supostamente enviada pelo WhatsApp por João Storani, 30 anos, foi recebida, familiares e amigos dele iniciaram uma busca desesperada. É que as pessoas que conviviam com o cozinheiro desconfiaram que o texto que chegou ao celular da companheira de Storani, por volta das 15h do dia 27 de dezembro, não havia sido escrito por ele. O fim da procura ocorreu na noite desta quinta-feira, quando Storani foi encontrado morto em um apartamento no bairro De Lazzer, na região oeste de Caxias do Sul.

Segundo o amigo de infância, Luiz Henrique Gonçalves de Souza, 30 anos, no último contato, Storani, disse que deixaria Guaíba, a cidade em que morava com a companheira, e iria para Rio Grande fazer uma janta em um evento na noite do Natal, passaria por Caxias para deixar o material de trabalho e voltaria para Guaíba para o Reveillón com a família. Storani tem um filho de cinco anos com a ex-mulher, um irmão que morava com ele, uma irmã, mãe e padrasto. Já no dia 27, a mensagem enviada para a companheira dizia que ele estava passando Laguna, em Santa Catarina, e que voltaria no dia seguinte. Os familiares estranharam o fato, já que Storani costumava se comunicar por meio de áudios e não texto e começaram a buscar mais informações. Os contatos cessaram. 

– Com certeza não foi ele quem escreveu – diz o amigo que considera Storani "um irmão da vida". 

Foi, então, que Luiz Henrique fez uma postagem em sua página em rede social pedindo informações sobre o paradeiro de Storani. No dia seguinte, 28, ele foi à Polícia Civil de Guaíba e fez o registro do desaparecimento.

Depois de muita procura, o amigo conseguiu chegar ao endereço do apartamento do bairro De Lazzer, em Caxias, e foi ao local, no dia 29, mas não teve acesso ao interior do prédio. Os familiares não conheciam André Luiz Portanova Laborde, 36 anos, dono do imóvel e encontrado morto junto com Storani. 

Luiz Henrique e a companheira de Storani foram então a Passo de Torres em Santa Catarina e, lá, fizeram novo registro de desaparecimento. Na última terça-feira, os dois voltaram a Caxias, novamente sem sucesso em descobrir o paradeiro do cozinheiro.

Ontem à noite, Luiz Henrique foi avisado pelo WhatsApp que amigo fora encontrado morto no mesmo lugar em que estiveram procurando por ele por duas vezes. 

O corpo de Storani será trasladado para Guaíba onde será sepultado. O velório será em uma das capelas da Funerária Narciso. O sepultamento está previsto para as 16h, no Cemitério Municipal de Guaíba.

– Ele era um cara carismático, extrovertido, companheiro, amigo, um baita pai. Gostava de comer churrasco e estar reunido com os amigos. É uma perda que jamais será reparada – lembra Luiz Henrique.

Durante os atos fúnebres os amigos farão uma homenagem com símbolos do Grêmio, time de Storani.

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