Autor dos disparos recarregou a arma, diz polícia sobre mortes em apartamento em Caxias  - Polícia - Pioneiro

 Investigação05/01/2018 | 11h51Atualizada em 05/01/2018 | 17h19

Autor dos disparos recarregou a arma, diz polícia sobre mortes em apartamento em Caxias 

Delegacia de Homicídios e Desaparecidos (DHD) vai começar a ouvir testemunhas a partir de segunda-feira

Autor dos disparos recarregou a arma, diz polícia sobre mortes em apartamento em Caxias  Leonardo Lopes/Agência RBS
Foto: Leonardo Lopes / Agência RBS

A Delegacia de Homicídios e Desaparecidos (DHD) vai começar a ouvir testemunhas sobre o caso dos dois homens encontrados mortos, na noite desta quinta-feira, em um apartamento no bairro De Lazzer em Caxias do Sul a partir de segunda-feira.

Leia mais:
IFRS decreta luto de três dias após professor ser encontrado morto em apartamento em Caxias
Identificados os homens encontrados mortos em apartamento em Caxias  

O delegado Rodrigo Duarte diz que será necessário o resultado da perícia feita pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP) no local para esclarecer alguns pontos do caso, como por exemplo, o fato de arma – um revólver calibre .32 – ter sido encontrado na mão esquerda de André Luiz Portanova Laborde, 36 anos. Para saber se ele era, de fato, sinistro (tinha preferência pelo uso da mão esquerda). Não há prazo para o encaminhamento do laudo, mas, segundo o delegado, pode demorar até 30 dias.

A necropsia vai atestar se ambos morreram vítimas de disparos de arma de fogo, já que a análise preliminar nos corpos ficou prejudicada em função do avançado estado de decomposição. Mesmo assim, a polícia trata o caso como homicídio seguido de suicídio. Tese corroborada pelo bilhete deixado em cima da mesa do imóvel, em que a pessoa pede desculpas pelo que fez. Conforme o registro policial, o bilhete estava assinado por André, foi apreendido e será analisado pela polícia.

Os quatro cartuchos deflagrados encontrados sobre um móvel no corredor do apartamento indicam que o autor efetuou os disparos, recarregou a arma e atirou contra si, restando apenas um cartucho deflagrado no revólver.

– Vamos ouvir as pessoas sobre a rotina de vida deles, o que faziam ali, se eram amigos ou não, as últimas informações que se teve sobre eles...  não vejo nada que diga que não foi homicídio seguido de suicídio – ponderou o delegado.


 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros