Morre bebê queimada por ex-companheiro da madrinha em Caxias - Polícia - Pioneiro

Violência06/11/2017 | 18h11Atualizada em 06/11/2017 | 20h55

Morre bebê queimada por ex-companheiro da madrinha em Caxias

No sábado, o homem teria jogado álcool nas duas e ateado fogo

Morre bebê queimada por ex-companheiro da madrinha em Caxias arquivo pessoal/divulgação
Isabella Theodoro Martins teve 70% do corpo queimado Foto: arquivo pessoal / divulgação
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Morreu na tarde desta segunda-feira a bebê de oito meses queimada pelo ex-companheiro da madrinha em Caxias do Sul. Isabella Theodoro Martins teve 70% do corpo queimado e estava internada no Hospital Geral. A madrinha da menina segue internada em estado grave.

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O autor do crime seria Maykon Marcelino da Silva, 30 anos, que foi preso em flagrante em um posto de gasolina. Ele teria jogado álcool nas duas e ateado fogo em seguida. O crime ocorreu por volta da 0h45min de sábado, quando Silva teria invadido a casa onde estavam a ex-companheira, a bebê, que é afilhada dos dois, e os três filhos do casal. 

O estado de saúde de Bella, como a bebê era chamada, foi considerado gravíssimo desde o socorro. Segundo familiares, no domingo, a menina urinou, o que teria animado a todos, já que o funcionamento dos rins significava uma esperança. Na manhã desta segunda, porém, o quadro se agravou, e os familiares rezavam por um milagre. No fim desta segunda-feira, a família confirmou a morte de Isabella. O velório da menina está programado para ocorrer a partir da noite desta segunda no Memorial São José, em Caxias. O sepultamento deve ocorrer no Cemitério Público Municipal II (Rosário).

Junto há nove anos, o casal teria se separado no início deste ano. Em 1º de abril, a mulher procurou a Polícia Civil e denunciou o ex-companheiro. Segunda ela, Silva era usuário de drogas e ficava violento a cada consumo. Na ocorrência, a vítima afirmou que o agressor a ameaçava de morte. Na época da queixa na polícia, a mulher foi orientada a ir para a Casa Viva Raquel, instituição que abriga mulheres vítimas de violência. Porém, ela não quis.

A medida protetiva foi deferida pela Justiça contra o homem. No entanto, Silva não foi localizado para ser intimado ou responder às acusações. A informação repassada para a polícia era de que ele estava internado em uma clínica para tratamento de dependência química. A mulher foi orientada a informar aos órgãos competentes quando ele saísse da clínica. A medida protetiva era válida por 180 dias, ou seja, até outubro.

Em 25 de outubro, a mulher procurou novamente a Polícia Civil informando que estava sendo ameaçada pelo mesmo homem. No dia seguinte, ela voltou ao plantão policial informando que Silva teria invadido a sua casa e a agredido com socos. Ela fez o exame de corpo delito, mas se recusou, mais uma vez, a ser acolhida na Casa Viva Raquel. Uma nova medida protetiva foi solicitada pela vítima e deferida em 1º de novembro. Com o documento, o homem seria proibido de contatar ou se aproximar da mulher por menos de 200 metros. Na segunda-feira, o juiz da Vara da Violência Doméstica de Caxias determinou que o suspeito seja intimado no presídio e responda por todas as acusações.

 
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