Réu pela segunda vez, Farenzena alega que estava alcoolizado e agiu para se defender - Polícia - Pioneiro

Tribunal do Júri22/09/2017 | 17h10Atualizada em 22/09/2017 | 17h23

Réu pela segunda vez, Farenzena alega que estava alcoolizado e agiu para se defender

Em 2013, o réu foi condenado pela morte candidata a Miss Itália Nel Mondo

Réu pela segunda vez, Farenzena alega que estava alcoolizado e agiu para se defender Roni Rigon/Agencia RBS
Eduardo Farenzena está recolhido na Penitenciária no Apanhador desde 2011 Foto: Roni Rigon / Agencia RBS
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Réu em seu segundo júri no período de quatro anos, Eduardo Farenzena, 31 anos, parecia calmo na tarde desta sexta-feira. Ele aceitou prestar depoimento durante o Tribunal do Júri de Caxias do Sul para ressaltar que estava alterado quando matou seu padrasto, Ivandir da Silva Mairesse, 33. O crime ocorreu no bairro De Zorzi no dia 13 de setembro de 2011 .

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Após orientação dos advogados Ivandro Bitencourt Feijó e Maurício Adami Custódio, Farenzena iniciou sua fala às 15h30min e ressaltou que os fatos ocorreram há muito tempo e que estava alcoolizado na ocasião, por isso tem dificuldades em lembrar detalhes do ocorrido. Em um segundo momento, o réu também citou o uso de cocaína naquela madrugada.

— Ambos estávamos alterados. O que houve foi uma discussão, ele me agrediu e eu peguei uma faca para tentar coagi-lo. Ele continuou a me agredir, houve essa briga e eu o golpeei. Ele correu para o quarto e se debruçou  sobre cama. Ele faleceu no meio da casa — resumiu Farenzena.

O réu ressaltou que sua mãe, Rosmarina Silveira de Oliveira, não participou do crime ou da ocultação do cadáver. De acordo com Farenzena, ela só fez o falso registro do desaparecimento de Mairesse por um pedido dele. O réu ainda afirma que tinha bom relacionamento com o padrasto.

— Foi uma madrugada de muita discussão por um fato bobo, banal. Foi uma fatalidade. Um erro que eu assumo. Um momento em que estávamos fora do juízo. Pessoas alcoolizadas e drogadas não têm consciência e se alteram — alegou em depoimento.

Após o breve relato, Farenzena não quis responder às perguntas da magistrada Milene Fróes Rodrigues Dal Bó. Após o depoimento do réu, a promotora Silvia Regina Becker Pinto iniciou a acusação. Na sequência, a defesa terá o mesmo tempo para defender sua tese. A previsão é de que o julgamento seja concluído por volta das 22h.

O julgamento acontece quase três anos depois de Farenzena ser condenado pela morte da ex-namorada dele, Caren Brum Paim, 22. Caren foi assassinada em 30 de novembro de 2010. Na época, o crime teve bastante repercussão porque a jovem era a representante de Caxias do Sul no concurso Miss Itália Nel Mondo. 

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL (22/09/2017). Eduardo Farenzena. Juiza Milene Dal Bó preside sessão de júri com o réu Eduardo Farenzena.   (Roni Rigon/Pioneiro).
Júri é acompanhado por dezenas de estudantes de DireitoFoto: Roni Rigon / Agencia RBS


 
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