Polícia conclui inquérito sobre esquartejado em Caxias do Sul e indicia três pessoas - Polícia - Pioneiro

Homicídio qualificado15/09/2017 | 16h30Atualizada em 15/09/2017 | 16h30

Polícia conclui inquérito sobre esquartejado em Caxias do Sul e indicia três pessoas

Investigação esclareceu a participação de um terceiro envolvido

Polícia conclui inquérito sobre esquartejado em Caxias do Sul e indicia três pessoas Porthus Junior  / Agencia RBS/Agencia RBS
João Carlos da Rosa Gomes confessou o assassinato Foto: Porthus Junior / Agencia RBS / Agencia RBS
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Três pessoas foram indiciadas por envolvimento no assassinato e esquartejamento de Luciano Vargas Silva, 45 anos, em Caxias do Sul. O inquérito policial foi concluído e remetido ao Poder Judiciário nesta sexta-feira. Além do açougueiro João Carlos da Rosa Gomes, 63 anos, que era ex-sogro da vítima e foi preso em Palhoça (SC) em 17 de agosto, a Delegacia de Homicídios apontou o caxiense Mirto Gritti, 52, como elemento decisivo no assassinato. Os dois foram indiciados por homicídio qualificado por meio cruel e  ocultação de cadáver. Já Alminda Braga Corrêa, 54, mulher de João Carlos, foi indiciada apenas por ocultação de cadáver. Os três seguem recolhidos no sistema penitenciário.

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Gritti foi preso no dia 30 de agosto, após o João Carlos prestar depoimento e confessar o crime. De acordo com a investigação, o terceiro investigado era vizinho do açougueiro e proprietário da casa em que o casal morava no bairro Desvio Rizzo. Na ocasião do assassinato, na noite de 31 de julho, Gritti avistou a briga entre João Carlos e a vítima e decidiu intervir. Ele atingiu Luciano na cabeça. João Carlos aproveitou a situação e acertou uma facada no peito do ex-genro. O esquartejamento foi uma tentativa de esconder o homicídio.

Esta versão é factível com o depoimento de João Carlos. O açougueiro afirmou que o motivo foi um histórico violento do ex-genro com a sua filha. A Polícia Civil, no entanto, investigava uma possível disputa da guarda de um menino de sete anos, que é neto do investigado. Desde o crime, a criança mora com a mãe em Santa Catarina. A mulher não teve participação ou conhecimento sobre o esquartejamento de Luciano.

Indiciado junto com João Carlos, Gritti optou por se manifestar somente em juízo. Ambos tiveram a prisão representativa representada pela Delegacia de Homicídios. Alminda, por outro lado, permanece presa em decorrência de condenações pela prática de delitos de estelionato praticados, juntamente com João Carlos, em Carazinho (RS).

 
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