Polícia Civil conclui que morador de rua morreu após briga por R$ 3, em Caxias - Polícia - Pioneiro

Investigação21/09/2017 | 17h06Atualizada em 21/09/2017 | 17h06

Polícia Civil conclui que morador de rua morreu após briga por R$ 3, em Caxias

Veni Bras de Oliveira morreu em decorrência dos ferimentos ocasionados após a discussão, o que caracteriza lesão corporal seguida de morte e não homicídio

Polícia Civil conclui que morador de rua morreu após briga por R$ 3, em Caxias Roni Rigon/Agencia RBS
Foto: Roni Rigon / Agencia RBS
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Imagens de câmeras de segurança ajudaram a Polícia Civil de Caxias do Sul a esclarecer a morte do morador de rua Veni Bras de Oliveira, 46 anos, encontrado morto na Rua Professor Marcos Martini, na madrugada do dia 26 de julho, nas proximidades do Museu Casa de Pedra. Conforme a Delegacia de Homicídios e Desaparecidos (DHD), Oliveira morreu em decorrência de ferimentos ocasionados após uma briga com outro morador de rua, o que caracteriza lesão corporal seguida de morte e não homicídio. Jorge Adriani Martins dos Santos, 43, foi indiciado pelo crime.

A morte de Oliveira foi descoberta por volta das 7h30min do dia seguinte à discussão, quando moradores das redondezas acionaram a Brigada Militar (BM). Na época do crime, a polícia já investigava a hipótese de desavença após relatos de testemunhas. A perícia, inclusive, apontou que o ferimento na cabeça da vítima era mais antigo do que o horário estimado da morte, ou seja, Oliveira foi atacado na noite anterior, mas morreu apenas ao amanhecer. 

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A briga, de acordo com a polícia, foi motivada por R$ 3: o indiciado havia feito produtos artesanais para que a vítima vendesse, mas ambos não entraram em acordo quanto aos valores da venda e do lucro e começaram a discutir. Oliveira tentou se defender utilizando uma barra de metal, mas foi agredido na cabeça e nas mãos por um pedaço de madeira. As imagens das câmeras mostram o momento em que a vítima é golpeada. Logo após serem separados por populares, o agressor fugiu. Já Oliveira permaneceu no local sem buscar ajuda médica.

O caso foi encaminhado à Justiça nesta quinta-feira e cabe ao Ministério Público acatar ou não a desclassificação de homicídio para lesão corporal seguida de morte. O autor do crime já possui antecedentes por ameaça, lesão corporal e furtos. A vítima possuía passagens apenas por ameaça.

 
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