Número de prisões cresce em Caxias do Sul pela primeira vez em cinco anos - Polícia - Pioneiro

Brigada Militar12/09/2017 | 08h10Atualizada em 12/09/2017 | 08h10

Número de prisões cresce em Caxias do Sul pela primeira vez em cinco anos

Em consequência, número de crimes contra patrimônio reduziram em comparação com 2016

Número de prisões cresce em Caxias do Sul pela primeira vez em cinco anos Porthus Junior/Agencia RBS
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

Pela primeira vez desde 2013, o número de prisões realizadas pela Brigada Millitar (BM) aumentou em Caxias do Sul, o que vem surtindo efeito na insegurança. Há cinco anos, a média era de 271 flagrantes por mês, quantia que foi caindo desde então por diversos fatores. Coincidentemente, no mesmo período, a criminalidade fez o caminho inverso e cresceu na cidade. Neste ano, porém, policiais militares fizeram 22 prisões a mais todos os meses quando comparado ao mesmo período do ano passado. Com isso, a média de crimes reduziu, e a cidade registra 29 crimes contra o patrimônio a menos todos os meses se comparado com o ano passado.

A análise dos índices criminais deste ano é feita apenas com dados do primeiro semestre, que foram disponibilizados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). Ou seja, ainda não refletem o impacto da chegada dos 50 novos soldados, que começaram a atuar na cidade em julho. O comando do 12º Batalhão de Polícia Militar (12º BPM) exalta os resultados imediatos obtidos com o reforço, principalmente na sensação de segurança na área central, mas admite que a defasagem no número de PMs continua grande. O efetivo ideal para o 12º BPM é de 723 PMs. Com o reforço, a tropa está estimada em 350 brigadianos — menos da metade do necessário.

Ações de inteligência

A maior eficiência da BM neste ano, na comparação com 2016, é explicada pelo amadurecimento do policiamento preventivo e repressivo por meio do Programa Avante, que utiliza dados criminais e visa a gestão de resultados por área, horário e tipo de crime. A ferramenta é utilizada pela BM desde 2015 e, após adaptação dos brigadianos, tornou mais prática o uso das informações do de inteligência.

— Trabalhamos o mapa calor de cada ocorrência para entender o que está acontecendo e onde está acontecendo. Nosso trabalho tem ênfase nos picos de crime, conforme o retrato que o Avante oferece, para que (os índices) não saiam de controle — explica o subcomandante do 12º BPM, capitão Márcio Leandro da Silva.

Os dados são reunidos com as informações disponíveis nos registros de crime, que incluem descrições dos criminosos e seus veículos, por exemplo, e as quase 800 denúncias que a BM recebe por mês. O objetivo é traçar características dos autores dos delitos e das rotas de fuga. Os resultados são divulgados em grupos de PMs no aplicativo Whatsapp. Desta forma, todos os policiais do 12º BPM têm o conhecimento para fazer a diferença na hora de agir.

— Nossos policiais (do 12º BPM) não têm horário. Um PM de folga é um olho ativo. Esta é uma doutrina de policia comunitária. Periodicamente ressaltamos valores com a nossa tropa. Nosso policial é comprometido na sua missão com a segurança da comunidade — afirma o capitão Márcio Leandro.

Foto: Arte Pioneiro


 
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