Eduardo Farenzena volta ao banco dos réus em Caxias do Sul - Polícia - Pioneiro

Homicídio qualificado19/09/2017 | 07h00Atualizada em 19/09/2017 | 07h00

Eduardo Farenzena volta ao banco dos réus em Caxias do Sul

Condenado pela morte da miss Caren Brum Paim, ele será julgado pelo homicídio do padrasto 

Eduardo Farenzena volta ao banco dos réus em Caxias do Sul Jonas Ramos/Agencia RBS
Farenzena foi condenado pelo assassinato da ex-namorada em 14 de novembro de 2013 Foto: Jonas Ramos / Agencia RBS

Após ser condenado a 20 anos de reclusão pela morte da representante de Caxias do Sul no concurso Miss Itália Nel Mondo Caren Brum Paim, crime ocorrido em 2010, Eduardo Farenzena, 31 anos, volta ao banco dos réus na próxima sexta-feira. Desta vez, ele será julgado pelo assassinato do padrasto Ivandir da Silva Mairesse, 33.

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O crime ocorreu na madrugada do dia 13 de setembro de 2011 na Rua Janice Cândido dos Santos, bairro De Zorzi. Conforme a denúncia do Ministério Público (MP), Farenzena havia ingerido cachaça e se trancou no quarto com a mãe Rosmarina Silveira de Oliveira e o padrasto. Após, ele arremessou a chave pela janela, o que deu início a uma discussão com Mairesse. Com uma faca de cozinha (lâmina de 14,5 centímetros), Farenzena esfaqueou o padrasto no rosto, no pescoço, na mão esquerda e nas costas. 

Após o homicídio, o réu envolveu o corpo de Mairesse com a capa do colchão e um lençol e o colocou num Escort de propriedade da vítima. O cadáver foi arremessado em um barranco em São Virgílio, no interior de Caxias do Sul. O quarto e o interior do Escort foram lavados para ocultar o crime.

No dia seguinte, Rosmarina foi à delegacia para registrar o desaparecimento do companheiro. Na época, a mulher disse ter visto o companheiro pela última vez às 3h de terça-feira. Quando acordou, ao meio-dia, não havia ninguém em casa. Devido a esse testemunha, a mãe de Farenzena será julgada por falsidade ideológica.

Dois dias após o crime, diante da investigação policial, Farenzena confessou o assassinato. Ele relatou que discutiu com Mairesse, que o atacou. Em reação, pegou uma faca e golpeou o padrasto até a morte. 

Em plenário, o réu deve alegar legítima defesa e apontará um histórico de desentendimentos anteriores com Mairesse. Contudo, ele afirmou que enrolou o corpo de Mairesse sozinho e desovou em um barranco às margens da Rua Padre Raul José Acorsi, fazendo questão de ressaltar que fez tudo sem a participação da mãe. De volta à moradia, Farenzena teria acordado Rosmarina e, com ela, limpado o sangue da casa.

Defesa pretende alegar legítima defesa

Farenzena será julgado por homicídio qualificado por recurso que dificultou a defesa da vítima, além da ocultação de cadáver. A expectativa é que o julgamento seja longo e a sentença seja decidida por volta das 20h. O réu é representado por Ivandro Bitencourt Feijó e Maurício Adami Custódio. A defesa afirma que ainda não decidiu como atuará.

— Estamos pensando. A denúncia ficou fragilizada e já foram afastadas duas teses. A possibilidade maior é de legítima defesa. Na prévia (do crime), houve uma discussão em que meu cliente foi lesionado e reagiu. Foram diversas situações (entre Farenzena e o padrasto), um somatório que levou até o fatídico dia — argumenta Feijó.

 
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