Polícia Civil comprova que homicídio no Euzébio Beltrão de Queiróz, em Caxias, foi ordenado por facção - Polícia - Pioneiro

Disputa pelo tráfico20/07/2017 | 14h53Atualizada em 20/07/2017 | 18h44

Polícia Civil comprova que homicídio no Euzébio Beltrão de Queiróz, em Caxias, foi ordenado por facção

Crime faz parte da intenção da quadrilha de dominar a venda de drogas

Polícia Civil comprova que homicídio no Euzébio Beltrão de Queiróz, em Caxias, foi ordenado por facção Reprodução/
Foram indiciados Matheus de Lima, Iedo Judá Santos da Silva e Jéferson da Silva Foto: Reprodução

A Polícia Civil comprovou que mais um homicídio foi ordenado por uma facção criminosa que busca dominar o tráfico de drogas em Caxias do Sul. De acordo com a investigação, Márcia Regina Ramos Borges, 43 anos, era responsável por um ponto de tráfico no bairro Euzébio Beltrão de Queiróz e não aceitou ser coagida. A facção queria que Márcia vendesse as drogas da quadrilha. A vítima teria continuado a vender drogas de outro fornecedor e, por isso, foi morta.

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A execução ocorreu na noite de 2 de maio, quando três homens armados invadiram uma residência na Rua José do Patrocínio. Eles executaram Márcia e também alvejaram o seu filho, Bruno Jonathan Ramos Borges, 19, que sobreviveu.

Márcia Regina Ramos Borges foi morta no Euzébio Beltrão de Queiróz Foto: Reprodução

Apontado como um dos líderes da facção indiciada na Operação Fratelli, Jéferson da Silva, 26, conhecido como Jé do Reolon, foi apontado como o mandante do assassinato. Os executores seriam Iedo Judá Santos da Silva, 30, e Matheus de Lima, 26, o Porquinho. Os três foram indiciados por homicídio consumado e tentativa de homicídio. Eles já estavam recolhidos no sistema penitenciário por outros crimes.

— É a imposição para que a vítima venda drogas para a facção. Como aconteceu em outros pontos tráficos daquele bairro. "Ou vende para mim ou não vende para ninguém". Como ela não aceitou, foi assassinada — explica o delegado Rodrigo Kegler Duarte.

A investigação apontou Giovani Israel de Souza, o Sequinho, como o terceiro homem que invadiu a casa da Rua José do Patrocínio para matar Márcia. Ele não foi indiciado porque foi assassinado no dia 7 de maio em frente ao Cemitério Público Municipal, no bairro São Pelegrino. Este caso segue em investigação. O delegado Duarte não descarta possibilidade do crime ter relação com o assassinato de Márcia, ocorrido dois dias antes.

Caso é semelhante a homicídio de janeiro

O assassinato de Márcia é semelhante a morte de Paulo Sérgio Pereira em 14 de janeiro de 2017. De acordo com a investigação, a vítima seria um fornecedor de drogas de um traficante que atuava no bairro Euzébio Beltrão de Queiróz e que foi "convencido" a vender as drogas da facção.

O telefonema com ameaças de Jéferson da Silva a Paulo Roberto Maciel de Jesus, o traficante que teve o ponto de drogas tomado pela facção, foi uma das provas apresentadas pela Polícia Civil na Operação Fratelli. De acordo com a investigação, após recrutar Jesus como novo integrante, a facção decidiu eliminar seu antigo fornecedor.

Pelo assassinato de Pereira, assim como o de Márcia, foram indiciados Iedo Judá Santos da Silva e Jéferson da Silva, como executor e mandante, respectivamente. Outro indiciado do homicídio de janeiro foi José Adair Tubia Pires, 29.


 
 
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