Morador do Reolon, em Caxias do Sul, foi assassinado em caso de justiça com as próprias mãos - Polícia - Pioneiro

Morto a pedradas20/07/2017 | 11h25Atualizada em 20/07/2017 | 12h00

Morador do Reolon, em Caxias do Sul, foi assassinado em caso de justiça com as próprias mãos

Dupla confessou que matou Orli Alves Varela após ele ter arrombado uma casa

Morador do Reolon, em Caxias do Sul, foi assassinado em caso de justiça com as próprias mãos Reprodução/
Cristian Moura Dessanti e Douglas dos Santos Teixeira foram indiciados por homicídio qualificado Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Caxias do Sul concluiu que Orli Alves Varela, 34 anos, foi assassinado em uma tentativa de justiça com as próprias mãos. A vítima era moradora do bairro Reolon e desapareceu em 4 de maio. A investigação identificou dois autores, ambos sem antecedentes criminais, que confessaram o homicídio e apontaram o local onde o cadáver foi escondido na localidade de Mato Perso, próximo da ERS-122.

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De acordo com a investigação da Delegacia de Homicídios, Varela era viciado em crack e costumava cometer crimes contra o patrimônio para sustentar o vício. Em um desses, ele teria arrombado a residência de Cristian Moura Dessanti, 24 anos. A vítima descobriu e chamou o cunhado, Douglas dos Santos Teixeira, 31, para ir atrás do criminoso.

Os dois indiciados contaram à polícia que sequestraram Varela e o levaram até um matagal para um "corretivo". Dessanti e Teixeira confessaram o crime, mas argumentaram que a ideia inicial não era matar o homem, porém acabaram batendo de mais na vítima. Varela foi morto com golpes de pedra na cabeça.

Orli Alves Varela foi assassinado aos 34 anos Foto: Reprodução


— A versão é que os dois agrediram de mais a vítima e, com medo de uma vingança, decidiram matar com uma pedrada. Eles ocultaram o cadáver em um riacho, cobrindo com pedras e pedaços de madeira. Durante o inquérito, eles confessaram e mostraram o local onde estava escondido o corpo — aponta o delegado Rodrigo Kegler Duarte.

O cadáver de Varela foi localizado na manhã de 6 de junho. Dessanti e Teixeira foram indiciados por homicídio qualificado por utilizarem meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Eles respondem ao processo em liberdade.

Investigadores localizaram o cadáver em matagal da localidade de Mato Perso Foto: Polícia Civil / divulgação
 
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