Polícia Civil reconhece que falta de testemunhas dificulta investigação sobre chacina em Caxias - Polícia - Pioneiro

Investigação20/06/2017 | 11h21Atualizada em 20/06/2017 | 15h38

Polícia Civil reconhece que falta de testemunhas dificulta investigação sobre chacina em Caxias

Quatro pessoas foram mortas em uma casa no bairro Pioneiro, há pouco mais de uma semana

Polícia Civil reconhece que falta de testemunhas dificulta investigação sobre chacina em Caxias Divulgação/
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A Polícia Civil considera complicada a investigação da chacina que deixou quatro mortos no bairro Pioneiro, há pouco mais de uma semana. As primeiras diligências corroboram a hipótese de que a casa era utilizada como ponto de venda de drogas e o ataque faz parte de uma disputa entre facções. Como é comum em áreas dominadas pelo tráfico, não foram encontradas testemunhas do crime. Moradores próximos teriam relatado ter ouvido apenas o estalo das telhas após o início do incêndio provocado pelos autores da chacina.

As primeiras perícias confirmaram que as vítimas eram dois homens e duas mulheres e que todos foram baleados. Devido ao estado dos corpos, que foram carbonizados, a identificação só será confirmada pela comparação de DNA. A previsão é de que o exame demore dois meses. Sem o resultado oficial do Instituto Geral de Perícias (IGP), a Polícia Civil não fala em nomes das vítimas.

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Contudo, familiares e vizinhos confirmaram o nome de três pessoas à reportagem. Eles têm certeza que as vítimas eram Anderson Teixeira Maciel, 17 anos, a mãe dele, Tatiane Teixeira, 36, e a namorada do rapaz, Emily Conceição da Silva, 16. De acordo com um tio de Tatiane, Anderson seria usuário de drogas e as duas mulheres teriam ido atrás dele para impedir que ele comprasse droga. Da quarta vítima, um homem que seria traficante, os familiares não sabiam o nome. Familiares prestaram depoimento na semana passada e confirmaram que a casa na Rua João D'Andrea era utilizada para o tráfico.

Os exames ainda apontaram que os criminosos jogaram algum tipo de combustível no corpo das vítimas — o que confirma que o incêndio foi criminoso e premeditado. O laudo completo, no entanto, ainda não foi enviado para a Delegacia de Homicídios.

— É uma investigação que demanda tempo. Fomos até o local, mas não encontramos testemunhas do ataque. Além do exame do DNA, aguardamos as perícias no local do crime e nos corpos, que pode apontar por quantos tiros e aonde as vítimas foram atingidas — comenta o delegado Rodrigo Kegler Duarte.

 
 
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