Mulher assume assassinato de jovem na Perimetral Norte, em Caxias - Polícia - Pioneiro

Rótula da Randon28/06/2017 | 06h51Atualizada em 28/06/2017 | 09h42

Mulher assume assassinato de jovem na Perimetral Norte, em Caxias

Investigação apontou legítima defesa, após briga de vítima com grupo de mulheres na madrugada do dia 20 de maio

Mulher assume assassinato de jovem na Perimetral Norte, em Caxias Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

A Polícia Civil deve concluir hoje o inquérito sobre a morte de Guilherme Ferreira dos Santos Jung, 27 anos, que ocorreu numa briga na Avenida Rubem Bento Alves (Perimetral Norte), em Caxias do Sul, em 20 de maio. As investigações apontam que Jéssica Miranda, 18, agiu em legítima defesa. A tese será analisada pelo Ministério Público (MP) para decidir o futuro do processo. A jovem deve ser indiciada por homicídio simples.

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O crime ocorreu na perimetral, nas proximidades da rótula da Randon, um conhecido ponto de encontro de jovens. De acordo com as investigações, Jung chegou e se juntou a um amigo que estava acompanhado de algumas jovens, incluindo adolescentes. Eles estavam consumindo de bebidas alcoólicas e houve uma desavença. A discussão durou alguns minutos até que Jung teria agredido uma das mulheres e um tumulto se formou.

— A vitima se envolveu em uma discussão com um grupo de moças. A investigada (Jéssica) alega que, para defender a amiga, pegou o canivete que a própria vítima (Jung) teria deixado cair e deu uma estocada. Depois fugiu, com ajuda deste rapaz que também era amigo da vítima — explica o delegado Rodrigo Kegler Duarte, titular da Delegacia de Homicídios.

Após ser golpeado no peito, Jung retornou para o seu carro, um Onix branco, e seguiu em busca de socorro. Ele rodou com veículo por cerca de 50 metros até bater num carro estacionado, onde morreu.

Jéssica procurou a Polícia Civil ao perceber que a investigação já havia lhe identificado como a autora da facada. Por ter ajudado Jéssica a fugir, o homem que lhe deu carona será indiciado  por favorecimento pessoal. Jéssica responde ao caso em liberdade.

PONTO DE PROBLEMAS

O local onde Jung foi morto é um famoso ponto de encontro de jovens, que utilizam as dependências de um posto de combustíveis para ouvir som alto em veículos, consumir drogas, participar de rachas e cometer outras infrações. No ano passado, um documento assinado por representantes de oito empresas instaladas no trecho foi entregue à prefeitura e à Brigada Militar. Eles pediam mais blitze e a construção de quebra-molas para inibir a alta velocidade e, consequentemente, as confusões e a sujeira.


 
 
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