Instalação de bloqueadores de celular nos presídios de Caxias do Sul ainda é sonho distante - Polícia - Pioneiro

Promessas15/05/2017 | 20h26Atualizada em 15/05/2017 | 20h43

Instalação de bloqueadores de celular nos presídios de Caxias do Sul ainda é sonho distante

Projeto depende de investimento do Governo Federal e não tem prazo para ocorrer

Instalação de bloqueadores de celular nos presídios de Caxias do Sul ainda é sonho distante Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Não há certeza se é possível colocar o bloqueador de sinal no Presídio Regional, que fica na área urbana de Caxias Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS
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Após encontro com a superintendente Marli Ane Stock, na terça-feira, os vereadores da Comissão Temporária Especial para o Enfrentamento da Violência voltaram de Porto Alegre eufóricos com a notícia de que as duas casas prisionais de Caxias do Sul receberiam bloqueadores de celulares e scanner corporal (máquina que detecta metais, drogas, celulares, armas e outros objetos que possam estar escondidos). A Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), no entanto, afirma que o projeto depende de um investimento do governo federal e não tem prazo para ocorrer.

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A delegada Marta Ciocari, titular da 7ª Delegacia Penitenciária Regional (7ª DPR), afirma que realmente existe uma lista de penitenciárias para receber os equipamentos e as duas casas de Caxias do Sul estão entre as prioritárias. Contudo, não há definição sobre a tecnologia a ser utilizada ou se o equipamento é possível de ser usado no Presídio Regional, antiga Penitenciária Industrial (Pics).

— É uma lista baseada nas solicitações para os presídios, mas ainda não temos detalhes de prazo. Dependemos desta verba e aquisição de forma federal — aponta a delegada regional.

Reforço para tornozeleiras

Outra promessa do encontro seria a remessa mensal de 60 tornozeleiras de monitoramento eletrônico para Caxias do Sul. A Susepe confirma que há esta intenção, mas não foi formalizado. Atualmente, 116 detentos utilizam o equipamento — 95 homens e 21 mulheres — e outros 270 precisam ser monitorados — 250 homens e 20 mulheres.

Aos vereadores também foi apresentado o projeto de criação de uma central de monitoramento eletrônico na cidade, uma ideia que ganhou força desde a interdição do Instituto Penal em agosto do ano passado, mas que segue sem prazo para ocorrer. A colocação de tornozeleiras em todos os apenados do regime semiaberto é a principal exigência da Vara de Execuções Criminais (VEC) para que o albergue seja desinterditado.

Já o projeto de instalação de uma central com três salas de vídeo audiência na Penitenciária Estadual, no Apanhador, é planejada desde o ano passado e depende de verbas do Poder Judiciário.

 
 

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