"Sempre tive medo de sair sozinha", diz mulher baleada após assalto em Caxias - Polícia - Pioneiro

Violência18/04/2017 | 17h13Atualizada em 18/04/2017 | 17h20

"Sempre tive medo de sair sozinha", diz mulher baleada após assalto em Caxias

Leila Cristina Massing ainda se recupera no hospital. Ela foi a sexta vítima deste tipo de crime em 2016

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Nem mesmo a precaução em se deslocar mais cedo para casa evitou que a vendedora autônoma Leila Cristina Massing, 48 anos, fosse mais uma vítima da violência em Caxias do Sul. Na tarde do último sábado, ela andava a pé pela Rua Lourenço Tomanini, no bairro Cristo Redentor, quando foi abordada por um criminoso armado, que disparou duas vezes contra ela. A mulher, que é a sexta vítima baleada durante uma tentativa de roubo na cidade, ainda se recupera no hospital, onde deve passar por uma cirurgia na manhã desta quarta-feira.

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Incomodada com a insegurança, Leila sempre procurava andar atenta na rua. Inclusive, evitava ruas desconhecidas e pouco movimentadas. Porém, nada serviu para evitar o ataque.

— Eu sai cedo da casa de uma amiga justamente por medo. A gente sabe que a cidade anda perigosa e por isso procuro me cuidar. Sempre tive medo de sair sozinha, mas neste dia, já que ainda era cedo, não me preocupei tanto. Na hora, a gente não pensa que pode ser uma vítima — diz ela.

O crime, conforme conta a mulher, foi muito rápido: o bandido já a abordou com a arma em punho e ordenou que entregasse a bolsa. Para assustar a vítima, o criminoso disparou contra o chão. Nesta hora, Leila se assustou e esboçou uma tentativa de fuga, foi neste momento que ela foi baleada no braço e agredida com socos na cabeça.

— Eu percebi que tinha alguém caminhando logo atrás de mim. Um pouco depois, ele já parou na minha frente e anunciou o assalto. Quando ele atirou a primeira vez eu gritei e daí ele me bateu na cabeça. Só percebi o ferimento no braço (feito por um disparo de arma de fogo) depois — conta Leila, que há um ano produz grostoli em casa e vende pelas ruas do bairro.

Depois do assalto, o criminoso entrou num veículo, onde um comparsa o aguardava, e fugiu. A Delegacia de Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec) investiga o caso e tenta localizar os bandidos.

Das outras cinco vítimas de latrocínio em 2016, quatro morreram: Edir Hendges Welter, Eliane Stedile Busellato, Laurindo Ignacio e Vilmar Dias Moreira. Apenas a morte de Moreira ainda segue em investigação. Os demais casos já foram concluídos pela polícia.

 
 
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