Crueldade de facção de Caxias do Sul em vídeo de morte de adolescente impressiona até delegados - Polícia - Pioneiro

Operação Fratelli20/04/2017 | 08h30Atualizada em 20/04/2017 | 08h30

Crueldade de facção de Caxias do Sul em vídeo de morte de adolescente impressiona até delegados

Segundo a Polícia Civil, jovem foi morto por estar envolvido em furto de drogas do bando

Crueldade de facção de Caxias do Sul em vídeo de morte de adolescente impressiona até delegados Polícia Civil/Divulgação
Quadrilha também ostentava armamento pesado em redes sociais Foto: Polícia Civil / Divulgação

A execução de um adolescente de 14 anos por integrantes de uma facção de Caxias do Sul — gravada por um celular e compartilhada entre os membros do grupo criminoso — ainda não está esclarecida. A crueldade registrada nas imagens impressionou até os delegados mais experientes da Polícia Civil. O vídeo foi localizado pela Polícia Civil durante a Operação Fratelli, deflagrada nesta semana e que indiciou 19 integrantes de uma facção que domina o tráfico de drogas em cinco bairros da cidade.

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Segundo a Polícia Civil, o adolescente morto estaria envolvido no furto de drogas que pertenciam à facção. Como a vítima é menor, a investigação do homicídio está a cargo da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Os nomes de três integrantes do grupo criminoso foram listados na Operação como sendo os autores da morte, mas nenhum deles foi indiciado até agora.

Procurado pela reportagem, o delegado Joigler Paduano, titular da DPCA, não quis se manifestar até a conclusão do inquérito policial, que não tem data para ser concluído. Ele afirma que a investigação está em fase final e os suspeitos serão ouvidos em breve.

A gravação que pode desvendar a autoria do assassinato tem menos de um minuto. Dois homens, um deles gravando e o outro portando um revólver, conduzem o adolescente a um matagal no interior de Caxias — onde o corpo foi encontrado em setembro do ano passado. Nas imagens, é possível ouvir os bandidos comentando que "isso é o que se faz com um safado". O adolescente é ordenado a se ajoelhar e virar de frente, "porque pelas costas não se mata", acrescenta o assassino. Uma terceira voz, possivelmente de uma mulher, reforça "que se mata de frente".

Os criminosos exigem que o jovem levante a cabeça e olhe em direção ao executor, para "saber que vai morrer". Este, então, puxa o gatilho, mas a arma falha. Na segunda vez, o adolescente é atingido e tomba. O homem que está filmando pede o revólver e efetua outros dois disparos em direção a vítima (não fica claro se acerta). A câmera se aproxima e um dos assassinos afirma "conferido, conferidinho" e o ofende o adolescente caído.

No relatório da Operação Fratellis, o caso é descrito como "um monstruoso assassinato" e "de crueldade sem par".

 
 
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