Novo presídio de Bento Gonçalves ainda não tem data para ser construído - Polícia - Pioneiro

Investimento25/11/2016 | 17h38Atualizada em 25/11/2016 | 17h38

Novo presídio de Bento Gonçalves ainda não tem data para ser construído

Uma audiência entre a prefeitura e o secretário de Segurança Pública, Cezar Schirmer, pontuou as pendências

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O novo presídio de Bento Gonçalves ainda não tem data para sair do papel. Em visita sexta-feira à cidade, o secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Cezar Schirmer, disse que a concretização do espaço ainda depende da permuta de terrenos e prédios localizados na Linha Palmeiro, área que foi disponibilizada pelo município. O processo de construção da nova penitenciária se arrasta desde 2013, quando o Ministério Público solicitou desativação do atual presídio e a construção do novo prédio.

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— Tenho conhecimento de que este é um assunto que se arrasta há algum tempo. Estamos dependendo somente da finalização da avaliação dos bens relacionados e pré-avaliados pelo município para resolver de vez este assunto — explica Schirmer. 

Segundo o prefeito da cidade, Guilherme Pasin, a atual casa prisional oferece risco à população porque está no centro da cidade, ao lado de residências, estabelecimentos comerciais e próxima a uma escola. Ele também reforça que, além da superlotação, o prédio encontra-se com problemas estruturais.

— Ninguém mais está sendo preso, não só pelo fato de serem crimes de menor monta, mas principalmente porque não há mais espaço no atual presídio — afirma o prefeito.

De acordo com a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), o Presídio Estadual de Bento Gonçalves conta atualmente com cerca de 240 detentos, além de 100 que estão abrigados em outras casas prisionais (Caxias do Sul, Osório, Montenegro e Venâncio Aires) devido à superlotação.

— Nosso sistema prisional está um caos, é uma escola de criminalidade e temos que estancar este problema com ações de prevenção e ressocialização — resumiu Cezar Schirmer. 

O orçamento preliminar é de R$ 15 milhões para a construção da cadeia, que será realizada por meio de uma permuta com a iniciativa privada. Em agosto de 2014, o governo do Estado apresentou os projetos arquitetônicos e executivos para o espaço de 12 hectares: o local teria capacidade para 388 presos, além de salas de estudo, oficinas e separação para dependentes químicos.

 
 
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