Polícia Civil de Caxias do Sul devolve o xodó da Jurema - Polícia - Pioneiro

Roubo de veículo04/10/2016 | 18h03Atualizada em 04/10/2016 | 18h03

Polícia Civil de Caxias do Sul devolve o xodó da Jurema

Cabeleireira já perdia as esperanças quando recebeu a ligação da Defrec

Polícia Civil de Caxias do Sul devolve o xodó da Jurema Diogo Sallaberry/Agencia RBS
C4 Pallas foi roubado em um quebra-molas do bairro Lourdes em 2 de setembro Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

A crise na segurança pública gaúcha deixa a população sem esperanças. Muitas vítimas de roubo nem fazem o registro da ocorrência por achar que seu caso irá apenas para as estatísticas. É para essas pessoas que a cabeleireira Jurema Mendo, 52 anos, tem algo para contar. A história do seu C4 Pallas roubado em 2 de setembro e devolvido nesta segunda-feira pela Delegacia de Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec) de Caxias do Sul.

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O crime ocorreu na Rua Plácido de Castro, no bairro Lourdes, por volta das 22h30min. A vítima foi o filho de Jurema, que tem 24 anos e retornava da faculdade de Engenharia de Produção. O estudante foi rendido por um assaltante quando passava pelo quebra-mola.

— Ele foi pegar o controle que havia caído e praticamente parou. Quando levantou a cabeça, arma já estava na cara dele. Sou a única dona desse carro. Comprei em 2008. Foi o meu primeiro 0km após a separação. É o meu xodó. E nós não tínhamos seguro. Tu entende o que a polícia fez por mim? — exalta a cabeleireira.

O C4 Pallas de Jurema foi encontrado pela investigação da Defrec em 29 de setembro. O automóvel estava estacionado no loteamento Campos da Serra. A placa havia sido clonada. Ninguém foi preso na ação.

— Levaram o estepe, pintaram as rodas de preto, colaram adesivos políticos e deixaram um monte de bituca de (cigarro de) maconha. Mas nada disso importa. Apertei tanto aquele policial que ele até ficou constrangido. Foi pura felicidade — relembra Jurema.

"Eles não falam muita coisa, mas devolveram meu carro inteiro"

Os assaltos eram um temor de Jurema. Trabalhando em um salão de beleza, a cabeleireira escuta relatos de crimes quase todos os dias. Apesar disso, a família teve que desistir do seguro em razão da crise financeira.

— Sempre fiz seguro, mas meu filho perdeu o emprego no ano passado por causa dessa crise. Ficou pesado, pois a faculdade é cara. É o primeiro ano que fico sem seguro e me acontece isso. O bairro de Lourdes está um perigo. A gente tem medo. O pensamento é ¿será que eu sou o próximo?¿ Por isso faço questão de contar a minha história para todos. Para valorizar e elogiar esses policiais — comenta.

Jurema transmite uma mensagem de confiança ao trabalho policial. Ela lembra que estava perdendo as esperanças quando recebeu a ligação da Defrec.

— No dia do registro (da ocorrência), os policiais foram profissionais. Eles não falam muita coisa, apenas que irão atrás (do carro). Na hora a gente nem acredita (que será investigado). Mas devolveram o meu carro inteiro — celebra a cabeleireira.

 
 

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