Polícia busca esclarecer a qual organização pertencia grupo que confrontou a BM em Caxias - Polícia - Pioneiro

Exemplos do prende e solta19/10/2016 | 16h00Atualizada em 19/10/2016 | 17h02

Polícia busca esclarecer a qual organização pertencia grupo que confrontou a BM em Caxias

CRPO Serra divulgou a ficha criminal dos envolvidos

Polícia busca esclarecer a qual organização pertencia grupo que confrontou a BM em Caxias Porthus Junior/Agencia RBS
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

A Polícia Civil ainda tenta esclarecer a relação entre os cinco criminosos que entraram em confronto com a Brigada Militar, em Caxias do Sul, na noite de segunda-feira. O armamento utilizado sugere que o grupo fazia parte de uma organização criminosa, mas não é possível afirmar qual era o papel na criminalidade na cidade. A ficha criminal dos envolvidos, que é extensa (confira no gráfico abaixo), está sendo analisada. Quatro morreram no confronto e o quinto criminoso segue internado no Hospital Pompéia.

— (Eles) não eram conhecidos de investigações recentes. Suas fichas criminais são agudas e chamam atenção pela quantidade (de crimes). Porém, o duplo homicídio (de segunda-feira) chama mais atenção ainda. Essas armas (apreendidas) no mercado negro valem muito dinheiro. É um indício que fazem parte de alguma organização criminosa, o que tentaremos desvendar — comenta o delegado Rodrigo Kegler Duarte, chefe da Delegacia de Homicídios e Desaparecidos (DHD).

Leia mais:
Governo deve enviar PMs para a Serra após 120 assassinatos no ano
Seis mortes em uma hora podem ter ligação com duplo homicídio, em Caxias
"Estavam bem armados e com a certeza do que iriam fazer", diz delegado sobre duplo homicídio em Caxias

A motivação do crime também não está clara. A primeira tese aponta que seria uma resposta ao duplo homicídio no bairro Fátima, ocorrida dois dias antes.

— Existe uma informação neste sentido, mas é preciso verificar com cautela. O rapaz que foi morto possuía antecedentes e, com certeza, (o assassinato) foi um acerto de contas. Além de vingança, investigamos a possibilidade de ser uma desavença após uma associação criminosa (na partilha de valores roubados, por exemplo) ou desacerto dentro da própria quadrilha — enumera o delegado Duarte.

Envolvidos tinham passagens por presídios

Buscando transparecer os fatos à comunidade, o CRPO Serra divulgou a ficha criminal dos envolvidos. Os cinco eram moradores de Caxias do Sul e tinham passagens pelo sistema penitenciário. Dois cumpriam pena em prisão domiciliar, sendo que Eduardo de Jesus estava foragido após não comparecer para assinar o livro de controle. 

O envolvido com maior histórico criminal é, justamente, o que sobreviveu. Anderson Lima de Miranda, 34 anos, é réu em uma dezena de processos e possui condenações por roubo (em 2002 e 2004), porte ilegal de arma (em 2006 e 2007) e furto (em 2008). As penas dele somam 24 anos e nove meses de reclusão.


 
 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros