"Estamos perdidos, sem chão" diz padrasto de jovem morta ao sair de festa, em Caxias - Polícia - Pioneiro

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Polícia18/09/2016 | 14h55Atualizada em 19/09/2016 | 15h35

"Estamos perdidos, sem chão" diz padrasto de jovem morta ao sair de festa, em Caxias

Érica da Silva dos Santos foi morta durante um tiroteio na madrugada deste domingo

"Estamos perdidos, sem chão" diz padrasto de jovem morta ao sair de festa, em Caxias Facebook/Reprodução
A jovem faria aniversário no próximo mês Foto: Facebook / Reprodução

A família de Érica da Silva dos Santos, 20 anos, morta durante um tiroteio na madrugada deste domingo em frente a uma casa noturna de Caxias do Sul, ainda tenta encontrar respostas para a tragédia. Natural da cidade, a jovem morava com a mãe e o padrasto no bairro Bom Pastor. Conforme familiares, ela era uma menina tranquila, trabalhava em uma empresa de distribuição de panfletos e teria optado pela festa na Avenida São Leopoldo apenas por diversão. 

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— A mãe dela até insistiu para ela não sair, mas a Érica disse que ia sair um pouco para se divertir e que logo voltaria. Mas, fomos surpreendidos com essa notícia. Uma menina do bem, que só pensava em trabalhar para ter as coisas que queria. Não sabemos o motivo que levou alguém a fazer essa crueldade —  desabafa o padrasto Hélio Borges, 45. 

Érica faria aniversário no próximo mês. Entusiasmada com a comemoração, ela já havia até encomendado os doces para a festa em família. 

— Estava tudo organizado, tudo do jeito dela, como ela queria. Está sendo bem difícil passar por isso. Estamos perdidos, sem chão — lamenta Borges. 

O velório da jovem ocorre neste domingo nas Capelas Cristo Redentor. O sepultamento está marcado para às 9h desta segunda-feira, no Cemitério Santos Anjos, em Caxias.

Conforme a Brigada Militar (BM), na mesma ocorrência outras quatro pessoas ficaram feridas. Karen Porto Carabalo de Oliveira, 20, foi uma das vítimas. Em entrevista ao Pioneiro, a jovem conta que tudo aconteceu muito rápido. Ela estava na porta do estabelecimento conversando com um amigo quando foi atingida por um disparo no peito. Ela se recupera em casa.

— Ainda estou desorientada, acredito que fui salva por um milagre. Na hora nem passou pela minha cabeça que eram tiros. Só percebi que estava machucada depois de ver sangue e sentir arder — conta Karen, que não conhecia a jovem morta.

Os outros três baleados são Diego Barcelos Vieira, 28, Iago Jacinto da Motta, 23, e Anderson Azevedo Torres, 38. O caso mais grave, segundo o Hospital Pompéia, é o de Motta, já que a bala atingiu a coluna. Até as 14h50min, Vieira permanecia no bloco cirúrgico e Torres em observação. O estado de saúde dos dois não seria grave. 

A Polícia Civil ainda desconhece as motivações e suspeitos para o crime.

Este é 97º assassinato do ano em Caxias do Sul.

 
 
 
 
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