"Ela se misturou com uma galera que não presta", lamenta padrasto de garota morta em Caxias - Polícia - Pioneiro

Volência29/09/2016 | 06h07Atualizada em 29/09/2016 | 13h28

"Ela se misturou com uma galera que não presta", lamenta padrasto de garota morta em Caxias

Aos 16 anos, Erica Fernandes de Oliveira foi morta com diversos golpes na cabeça

"Ela se misturou com uma galera que não presta", lamenta padrasto de garota morta em Caxias Roni Rigon/Agencia RBS
Valdonei Fonseca de Souza tentava aconselhar a jovem que criou como sua filha Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

Na tarde de terça-feira, Erica Fernandes de Oliveira, 16 anos, saiu de casa sem avisar para onde ia. Não retornou à noite e a família temeu pelo pior, o que se confirmou na manhã de quarta-feira. O corpo da adolescente foi localizado num terreno baldio no bairro São Cristóvão, em Caxias do Sul, ainda na noite de terça-feira. Ela foi morta com diversos golpes na cabeça. Como estava sem documentos, a identificação só ocorreu no dia seguinte, quando o padrasto de Erica, Valdonei Fonseca de Souza, 43, esteve no Departamento de Perícias do Interior (DPI). A autoria do 99º assassinato do ano segue desconhecida.

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— Sentimos a falta dela quando não retornou no final da tarde. Eu vi que tinha luzes de polícia pelo bairro. De manhã nossos temores foram confirmados. Ela estava muito machucada. Uma guria querida que se misturou com uma galera que não presta. A situação é essa — desabafa o chapeador.

Érica morava com o padrasto, a mãe e dois irmãos no bairro Jardim Iracema. Até o ano passado, frequentava a Educação de Jovens e Adultos (EJA) na Escola Municipal Engenheiro Dario Granja Sant'Anna. Contudo, a garota parou os estudos no Ensino Fundamental para morar com um namorado em Antônio Prado. Há dois meses, retornou para Caxias.

— Ela ligou perguntando se podia voltar para casa. Claro que podia, era minha filha, sempre teria portas abertas. Ela tentou, mas não conseguiu vaga no colégio. Não conheço bem esse namorado, mas o que ouvi é de que ele se mudou para fugir. Só que não sei o que ele aprontou — comenta Souza.

Érica foi morta em meio a mata de um terreno baldio na Estrada Municipal Attilio Citton Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

Na Polícia Civil, a família registrou quatro desaparecimentos de Érica nos últimos anos, mas ela sempre voltava para casa. O primeiro ocorreu entre 11 de outubro e 31 de outubro de 2013. As outras ocorrências são de 2014, que ficaram em aberto porque a família não comunicou o retorno dela . O último desaparecimento ocorreu entre 5 de setembro e 12 de outubro de 2014. Em nenhum dos casos, a família apresentou justificativa ou suspeita do paradeiro à polícia.

— Ela gostava de sair com as amigas que eram da idade dela. Só que a gente não conhece todo mundo. Como vou prender em casa uma moça bonita e saudável? — se pergunta o padrasto.

O velório de Érica ocorre na Igreja Assembléia de Deus do bairro Serrano. O sepultamento está previsto para as 9h30min no Cemitério Público.

Investigação

Segundo a Polícia Civil, a adolescente apresentava afundamento no crânio, corte na cabeça e lesões no pescoço. O corpo estava numa trilha que leva a uma área verde. A jovem vestia calça de moletom e camiseta e calçava sapatilha, além de usar uma aliança na mão direita. Nada teria sido roubado. A investigação é responsabilidade da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

 
 
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