Réplicas dos passaportes dos primeiros imigrantes italianos são furtadas em Farroupilha - Polícia - Pioneiro

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Crime19/08/2015 | 11h01

Réplicas dos passaportes dos primeiros imigrantes italianos são furtadas em Farroupilha

Prefeitura não tem reprodução dos documentos para fazer cópias das placas

Réplicas dos passaportes dos primeiros imigrantes italianos são furtadas em Farroupilha Prefeitura de Farroupilha/ Divulgação/
Duas das três placas foram levadas da Praça Central de Nova Milano Foto: Prefeitura de Farroupilha/ Divulgação
Kelly Pelisser/ Rádio Gaúcha Serra

kelly.pelisser@rdgaucha.com.br

Duas das três réplicas dos passaportes dos primeiros imigrantes italianos que chegaram ao Estado, em 1875, foram furtadas no distrito de Nova Milano, em Farroupilha. O crime foi percebido na manhã de terça-feira pela comunidade. Os monumentos em bronze ficavam na praça central do distrito e eram um dos marcos da imigração italiana no Rio Grande do Sul. Neste ano, são celebrados os 140 anos da chegada dos primeiros imigrantes.

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Foram furtadas as placas que reproduziam os passaportes de Tomazo Radaelli e de Luigi Sperafico. Uma terceira, com o passaporte do imigrante Stefano Crippa, não foi levada. As placas estavam afixadas em bases de concreto. A praça de Nova Milano é de responsabilidade da Mitra Diocesana. Mas o secretario de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Farroupilha, Fabiano Piccoli, garante que a prefeitura fará a reposição das peças por se tratar de um ponto turístico. Mas, como a cidade não tem Arquivo Histórico, não há registro de como eram os documentos.

— Já começamos a fazer uma busca. Já sabemos que uma das famílias não tem mais o passaporte físico. Vamos fazer uma pesquisa procurando fotos ou outros registros que tiverem os passaportes. Depois, vamos mandar fabricar novas réplicas. Temos que ver com o setor de compras se será necessária uma licitação — aponta o secretário.

Piccoli diz que o distrito conta com policiamento comunitário.

— Conversando com a Brigada Militar, acreditamos que o caso não é vandalismo. Mas que são usuários de drogas, de crack, que levaram as placas para tentar revender. Possivelmente, tentaram tirar a terceira também e não conseguiram — entende o secretário.

 
 
 
 
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