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Zé do Brique11/03/2014 | 09h53Atualizada em 11/03/2014 | 10h42

'Ele vivia fazendo uns negócios com carro por toda a cidade', conta vice-prefeito de Flores da Cunha sobre morte de ex-vereador

Prefeito Lídio Scortegagna foi um dos primeiros a chegar ao local do crime e garante que cobrará agilidade nas investigações

'Ele vivia fazendo uns negócios com carro por toda a cidade', conta vice-prefeito de Flores da Cunha sobre morte de ex-vereador Roni Rigon/Agencia RBS
José Luis de Souza foi encontrado morto dentro do carro na manhã desta terça-feira Foto: Roni Rigon / Agencia RBS
Encontrado morto na manhã desta terça-feira, em Flores da Cunha, José Luis de Souza, conhecido como Zé do Brique, exercia a função de diretor da Secretaria de Obras e Viação, além de já ter ocupado o posto de vereador entre 2008 e 2012 pelo PSB. Na última eleição, o escultor e pintor natural de São José do Ouro concorreu a vereador na coligação Unidos por uma Flores da Cunha Melhor (PRB/DEM/PSB), alcançando a primeira suplência com 544 votos. Em 2010, chegou a concorrer a deputado estadual.

>> Diretor da secretaria de Obras e Viação e ex-vereador é morto a tiros

O prefeito Lídio Scortegagna (PMDB) foi um dos primeiros a chegar ao local do homicídio, por morar nas proximidades das garagens da prefeitura, e avisa que cobrará agilidade na apuração do episódio.

— Foi uma surpresa para todos nós, uma lástima também, ninguém esperava uma coisa dessas. O Zé era nosso parceiro, meu amigo, além de funcionário era meu companheiro. Tínhamos um ótimo relacionamento, era um cargo de confiança. Ele ajudou a consolidar a coligação com o PSB, sempre soube se posicionar. Vou pedir à Polícia agilidade na apuração dos responsáveis e no esclarecimento do caso — declarou Scortegagna.

Secretário de Obras e Viação e também vice-prefeito e um dos fundadores do PSB na cidade, Almir Zanin lamentou muito a perda de Zé do Brique e comentou a origem do apelido.

— A gente era amigo pessoal e partidário. Companheiro de ir na casa um do outro. A simplicidade e a humildade descreve tudo o que ele era, e a facilidade de fazer amigos. Na última campanha, brinquei com ele que deveríamos chamá-lo de Zé do Povo, mas o apelido de Zé do Brique já estava consolidado. Ele vivia fazendo uns negócios com carros por toda a cidade — conta Zanin, sem especificar qual a espécie das transações.

Tanto Scortegagna quanto Zanin preferiram não levantar suspeitas publicamente quanto à motivação do crime.

— Vamos deixar isso para a investigação, nem caiu a ficha ainda — disse o prefeito.

Na atual função, Zé do Brique carregava a incumbência de supervisionar, coordenar e acompanhar os serviços urbanos prestados pelos servidores em obras públicas. Ele zelava pela infraestrutura em geral de Flores, como os esgotos, as calçadas, a limpeza das ruas e o trânsito.

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