A ONG caxiense Construindo Igualdade acompanhará o desfecho do caso envolvendo um homossexual e a Brigada Militar de Caxias do Sul. De acordo com a presidente da organização, Cleonice Araújo, agressões e a condutas preconceituosas, como as denunciadas pelo Pioneiro na sexta-feira, são frequentes na cidade. Mas, o que mais preocupa é que desta vez a violência partiu de quem deveria proteger os direitos do cidadão.
— Estaremos atentos ao que acontecerá. Mas sabemos que isso (a investigação do crime) só foi adiante por causa da guerra institucional entre a Brigada Militar e a Polícia Civil. É assim em todo o Estado e aqui não seria diferente. Todos os dias acontece violência, mas não têm a mesma atenção. Basta ver que três homossexuais foram mortos no ano passado e apenas um dos casos está resolvido — avalia Cleonice.
A ONG está planejando uma série de atividades, a partir desta segunda-feira, para comemorar o Dia Internacional contra a Homofobia, que é no próximo dia 17. Segundo Cleonice, no dia 19 a entidade deve promover um ato público em Caxias.
Na sexta-feira, uma reportagem denunciou que PMs foram indiciados por abuso de autoridade. Os policiais são suspeitos de sequestrar e agredir um jovem homossexual que tentava fazer uma denúncia contra brigadianos. As agressões aconteceram na noite de 11 de fevereiro de 2012. Para o rapaz, tudo aconteceu pela opção sexual.







