Lançamento da pedra fundamental do Hospital Fátima em 1955 - Geral - Pioneiro

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Memória21/11/2020 | 07h00Atualizada em 21/11/2020 | 07h00

Lançamento da pedra fundamental do Hospital Fátima em 1955

Solenidade de 65 anos atrás reuniu as famílias idealizadoras do hospital, além de religiosos, políticos e convidados

Lançamento da pedra fundamental do Hospital Fátima em 1955 Studio Geremia/Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami,divulgação
Rubens Ramos, Romano Lunardi (de terno branco), Clélia Manfro e os netos Virgílio e Dirceu Ramos durante o lançamento da pedra fundamental do Hospital Fátima, fundado pelo médico Virvi Ramos (à direita, junto a Hermes Webber e Dom Benedito Zorzi) Foto: Studio Geremia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami,divulgação

Inaugurado em 9 de março de 1957, o Hospital Nossa Senhora de Fátima (atual Virvi Ramos) teve o lançamento de sua pedra fundamental exatos dois anos antes, em 12 de março de 1955. Foi quando uma cerimônia junto ao terreno do então longínquo - e deserto - bairro Madureira reuniu integrantes das famílias idealizadoras do hospital, autoridades civis e religiosas e diversos convidados.

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Toda essa badalação foi registrada pelo Studio Geremia, conforme vemos na sequência de imagens desta página. Na foto acima, o momento em que o engenheiro Romano Lunardi (responsável pela obra, de terno branco) e os irmãos Virgílio (ao centro) e Dirceu Ramos (filhos de Virvi Ramos e Filomena Manfro) colocam alguns documentos dentro da estrutura.

Não foi possível identificar todas as pessoas que aparecem na imagem, mas, entre outros, estão o médico Rubens Ramos (de óculos, bem à esquerda), o casal Zilá Spinato Ribeiro e José Ribeiro, o frei capuchinho Dionísio Veronese, as senhoras Luiza Ronca e Clélia Spinato Manfro (de vestido poá, junto aos netos), o bispo Dom Benedito Zorzi, o prefeito Hermes Webber e o médico Virvi Ramos.

Na foto abaixo vemos também a menina Clélia Vitória Ramos, juntamente com a avó Clélia Manfro e os irmãos Virgílio e Dirceu - o caçula Rodrigo ainda não havia nascido. Conforme recordado por seu Dirceu, na pedra fundamental consta um poema escolhido por seu pai, o dr. Virvi, admirador da obra da poetisa chilena Gabriela Mistral - cujos versos resumem bem a postura humanitária do fundador e da instituição:

“Aquele é quem critica. Este é quem destrói. Sê tu quem serve”.

Solenidade de lançamento da pedra fundamental do Hospital Fátima, atual Hospital Virvi Ramos, em 12 de março de 1955, no terreno do bairro Madureira. Vê-se, de terno branco, o engenheiro Romano Lunardi. À frente, a senhora Clelia Manfro com os netos Clelia Vitória Ramos Sehbe, Virgilio Ramos e Dirceu Ramos (de branco). Atrás estão, entre outros, a senhora Luiza Ronca, Giovani Scavino, Maria Elisa Eberle e o prefeito Hermes João Webber (à direita). <!-- NICAID(14648636) -->
Clélia Spinato Manfro com os netos Clélia Vitória, Virgílio e Dirceu, filhos de Virvi e Filomena RamosFoto: Studio Geremia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami,divulgação

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Outros registros

Abaixo, outros dois registros da solenidade de 65 anos atrás. No primeiro, vemos o engenheiro e construtor Romano Lunardi (à frente), Remídio Ronca (de óculos escuros), Rubens Ramos e a esposa Vera Sassi Ramos, José Ribeiro, Julio Rosa Cruz e dona Luiza Ronca. À direita, os irmãos Clélia Vitória e Virgílio Ramos.

Na última foto aparecem Romano Lunardi, Rubens Ramos, José Ribeiro, a senhora Luiza Ronca, o padre Orestes Valetta (encoberto, ao lado do bispo Dom Benedito Zorzi), o prefeito Hermes João Webber, o médico Virvi Ramos e os filhos Dirceu (de camisa branca) e Virgílio.

Solenidade de lançamento da pedra fundamental do Hospital Fátima, atual Hospital Virvi Ramos, em 12 de março de 1955, no terreno do bairro Madureira. Vê-se, de terno branco à frente, o engenheiro Romano Lunardi. A partir da esquerda, a senhora casada com Julio Rosa Cruz (não identificada),  Remídio Ronca (de óculos escuros), o médico Rubens Ramos e a esposa Vera Sassi Ramos, José Ribeiro, o juiz de direito Julio Rosa Cruz, a senhora Luiza Ronca e a menina Clelia Vitoria Ramos Sehbe, com o irmão Virgilio Ramos ao lado (D).<!-- NICAID(14648638) -->
Romano Lunardi (à frente), Remídio Ronca (de óculos escuros), Rubens Ramos e a esposa Vera Sassi Ramos, José Ribeiro, Julio Rosa Cruz e dona Luiza Ronca. À direita, os irmãos Clélia Vitória e Virgílio RamosFoto: Studio Geremia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami,divulgação
Solenidade de lançamento da pedra fundamental do Hospital Fátima, atual Hospital Virvi Ramos, em 12 de março de 1955, no terreno do bairro Madureira. Vê-se, de terno branco, o engenheiro Romano Lunardi. Atrás dele, o médico Rubens Ramos (irmão de Virvi Ramos), José Ribeiro, a senhora Luiza Ronca, o padre Orestes Valetta (encoberto, ao lado do bispo Dom Benedito Zorzi), o prefeito Hermes João Webber, o médico Virvi Ramos e os filhos Dirceu Ramos (menino de camisa branca) e Virgílio Ramos (de quepe).<!-- NICAID(14648637) -->
Romano Lunardi, Rubens Ramos, José Ribeiro, Luiza Ronca, Padre Orestes Valetta, Dom Benedito Zorzi, Hermes Webber, o médico Virvi Ramos e os filhos Dirceu e VirgílioFoto: Studio Geremia / Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami,divulgação

A Rua Alexandre Fleming

Na sequência do lançamento da pedra fundamental, “nascia” também a Rua Alexandre Fleming, batizada em homenagem ao médico e bacteriologista britânico Alexander Fleming (1881-1955), descobridor da penicilina e então recém-falecido.

Matéria do Pioneiro de 2 de abril de 1955 trazia a notícia:

“Acolhendo a indicação da Câmara de Vereadores, feita nesse sentido por iniciativa do sr. Manoel Ramos de Castilhos, o prefeito Hermes Webber vem encaminhar projeto de lei ao Poder Legislativo Municipal, dando a denominação de Alexander Fleming à rua que, partindo da rua Duque de Caxias, em direção Norte, se situa entre os terrenos de propriedade da viúva Clélia Manfro e herdeiros Viero. Na respectiva exposição de motivos, o prefeito diz, entre outras justificativas, que, relativamente ao trecho escolhido para ser designado como Rua Alexander Fleming, trata-se de rua em que se está construindo moderno estabelecimento hospitalar, em local com ampla visão panorâmica da cidade, a qual nos parece muito adequada para levar o nome do insigne cientista”.

Agradecimento

A coluna agradece a Marion Martinato e ao senhor Dirceu Ramos, pelo auxílio na identificação das imagens.

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