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Memória17/10/2020 | 07h00Atualizada em 17/10/2020 | 07h00

Impressões da Rua Dom José Barea em 1958

Há 62 anos, texto destacou símbolos da via, como a Fábrica de Máquinas da Maesa, e a vizinhança com o antigo Parque da Festa da Uva

Impressões da Rua Dom José Barea em 1958 Boletim Eberle/reprodução
A Rua Dom José Barea em direção à Maesa (E) por volta de 1958, quando foi tema de uma crônica no Boletim Eberle Foto: Boletim Eberle / reprodução

Seguimos com as curiosidades referentes à Rua Dom José Barea, inicialmente denominada Visconde de Mauá e tema da abordagem da coluna de sexta-feira.

Conforme matéria publicada pelo jornal “A Época” em 20 de agosto de 1939, tanto a Plácido de Castro e a Santos Dumont quanto a Rua dos Farrapos e a Visconde de Mauá  tiveram seus nomes definidos mediante decreto do então prefeito Dante Marcucci – que antevia o crescimento daquela região a partir da construção do novo prédio do Grupo Escolar Henrique Emilio Meyer, inaugurado em 2 de setembro de 1940.

Cerca de 13 anos depois, em 16 de novembro de 1952, o mesmo jornal noticiou:

“Cogita o prefeito municipal, Major Euclides Triches, homenagear a memória de Dom José Barea, primeiro bispo da Diocese de Caxias do Sul, dando seu nome à moderna avenida em que está sendo transformada a Rua Visconde de Mauá, na Zona Rossi. A homenagem, sem dúvida, é das mais justas e expressivas”.

Confira o original na reprodução abaixo.

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A alteração

A mudança de nome não demorou.  Em março de 1958, em plena Festa da Uva e Feira Agro-Industrial, o jornalista Christiano Carpes Antunes abordou aspectos da rebatizada Dom José Barea em sua coluna Ruas de Caxias do Sul, publicada no antigo Boletim Eberle. Primeiro colunista social do Pioneiro, “Christian” aproveitou a badalação em torno do evento e do moderno pavilhão para destacar o entorno:

“Como nossos passeios pelas ru­as de Caxias do Sul até então têm sido feitos somente nas vias preferenciais da cidade, aproveitamos o ensejo para visitarmos a Rua Dom José Baréa, que tem como principal atração o esplendoroso panorama dos recintos dos pavilhões e parques da Festa da Uva. A Rua Dom José Baréa é uma das menores vias de nossa cidade. Podemos dizer que, como todas as outras ruas preferenciais, tem ela seu início na Estrada Federal, formando urna perpendicular a essa estrada que contorna o perímetro urbano caxiense. Essa rua é exclusivamente residencial, pois notamos em todo o seu trajeto chalés e originais banga­lôs de madeira. Como frisamos acima, de interessante notamos apenas a fachada dos pavilhões da Festa da Uva e uma vista panorâmica do Parque da Exposição e da Fábrica de Máquinas da Maesa. Tem ela seu término logo adian­te, formando novamente uma per­pendicular com a Rua Visconde Pelotas. Seu patrono, Dom José Barea, foi o primeiro Bispo Diocesano que Caxias do Sul possuiu. De uma vontade indômita, ampliou grandemente os poderes de nossa Diocese, conquistando cada vez mais o afeto e o carinho dos fiéis caxienses, até que a Providência, talvez a­chando que houvesse terminado sua missão terrestre, levou-o para seu reino eterno. Já faz alguns a­nos que Dom José Barea faleceu, mas, apesar do tempo passar tão célere, a cidade ainda não o es­queceu, e uma prova disto está nessa rua, coroada com seu nome”.

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Rua Alfredo Chaves em meados da década de 1960.<!-- NICAID(10422047) -->
O cruzamento das ruas Alfredo Chaves e Dom José Barea, captado a partir da Rua Tronca, em 1960Foto: Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / divulgação

A esquina com a Alfredo Chaves

Na foto acima, o cruzamento das ruas Alfredo Chaves e Dom José Barea, captado a partir da Rua Tronca, em 1960. À esquerda, os antigos pavilhões da Festa da Uva (atual prefeitura).

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