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Curvas fechadas15/10/2020 | 14h09Atualizada em 15/10/2020 | 14h09

Estudo encomendado pela CIC de Caxias levanta pontos problemáticos na RS-122

Relação de trechos que exigem melhorias foi entregue ao Daer na última terça-feira

Estudo encomendado pela CIC de Caxias levanta pontos problemáticos na RS-122 Maicon Damasceno/Agencia RBS
Estudo foi realizado entre Flores da Cunha e Campestre da Serra Foto: Maicon Damasceno / Agencia RBS

Um estudo encomendado pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul identificou todos os pontos problemáticos da RS-122, entre Flores da Cunha e Campestre da Serra. O trecho de 77,47 quilômetros é um dos gargalos rodoviários da região devido à dificuldade de tráfego de veículos maiores, como bitrens, rodotrens e ônibus double decker (dois andares).

O levantamento começou a ser realizado há um ano, após a CIC realizar um acordo com o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) em março de 2019. Na época, representantes da entidade caxiense se reuniram com a direção do órgão estadual para pedir maior agilidade na emissão de Autorizações Especiais de Trânsito (AETs). O documento é necessário sempre que há a necessidade de deslocamento de veículos de grande porte em rodovias que não possuem a capacidade adequada. No caso da RS-122, as curvas fechadas obrigam os veículos a invadirem a pista contrária, por exemplo.

— O Daer disse que não tinha como agilizar porque não conheciam em detalhes a situação da estrada. Como eles não tinham recursos, a CIC, em parceria com outras empresas de Caxias, contratou uma empresa de Porto Alegre para fazer o estudo — lembra Gelson Dalberto, diretor executivo da CIC.

A rapidez na emissão das AETs é fundamental para o escoamento da produção da Serra com maior eficiência e menor custo. Atualmente, a cada carga em veículo de grande porte é preciso solicitar a autorização por meio físico, com todas as informações de trajeto. O trâmite demora entre 30 e 60 dias, podendo chegar até a 90 dias, de acordo com Dalberto. Em outros casos, é preciso buscar alternativas que encarecem o transporte.

— Hoje a empresa tem que levar uma carreta até Campestre da Serra, esperar lá e depois levar a outra para seguir viagem com elas acopladas. Outra alternativa é ir a Porto Alegre e depois seguir pela BR-101, mas aumenta o trajeto em 500 quilômetros — afirma.

O levantamento também tem o objetivo de mostrar ao governo do Estado pontos que podem ser corrigidos por meio de obras estruturais, embora os recursos sejam escassos. A decisão das intervenções ficará a cargo do Piratini, mas representantes da CIC e das empresas irão debater com técnicos que ações podem ser tomadas em cada caso. Atualmente a RS-122 é administrada pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) entre Flores da Cunha e Antônio Prado, e pelo Daer entre Antônio Prado e Campestre da Serra.

— Agora o Daer conhece a real situação desse trecho. Sabemos da dificuldade de recursos, mas estamos dispostos a ajudar. Se corrigirem a situação das estradas não vai mais precisar de AET — observa Dalberto.

A CIC também já realizou levantamento semelhante na BR-116, que também apresenta dificuldades do tipo. Os dados foram entregues ao Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (DNIT), que analisa as informações.

Em nota, o Daer disse que irá detalhar as alterações necessárias na rodovia para liberação dos veículos que hoje possuem restrição de trânsito.

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