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Responsabilidade29/10/2020 | 21h33Atualizada em 30/10/2020 | 06h36

Empresas que aderiram ao Selo do Turismo Responsável apostam na segurança dos clientes

Protocolos rígidos são uma arma para conquistar turistas nesse momento

Empresas que aderiram ao Selo do Turismo Responsável apostam na segurança dos clientes Alan Buzin/Salton / Divulgação
Foto: Alan Buzin / Salton / Divulgação

O Ministério do Turismo distribuiu Selos para 31 cidades da Serra e são uma forma de atrair clientes. O novo normal exige isso, afinal ninguém quer ficar exposto ao vírus e uma infecção que ainda causa muitos transtornos.

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As vinícolas na região da Uva e do Vinho são as principais atrações turísticas e também encararam momentos complicados. A Salton, de Bento Gonçalves, está em período de readaptação. Além das atividades remodeladas, com grupos menores e agendamentos, a empresa tem dois selos para garantir a segurança do cliente. A certificação do Ministério do Turismo e um específico da prefeitura de Bento, que se torna ainda mais rígido.

— A Salton foi a primeira vinícola a receber a certificação após inspeção de agentes da Secretaria Municipal de Turismo. Para receber o selo, as empresas precisam seguir um protocolo pré-estipulado, com ações como medição diária de temperatura dos funcionários, utilização de EPIs,  espaço isolado destinado ao atendimento de funcionários e clientes que não se sintam bem, higienização diária, disponibilidade de álcool gel e afastamento de funcionários que pertençam ao grupo de risco — destaca Marcelo Cavalet Lucchese, diretor administrativo e financeiro da Salton.

Em Bento, a fiscalização por parte da secretaria do turismo envolve 27 itens e eles mudaram a forma de atendimento. A média diária agora é de 50 visitantes, de terça a domingo, e apenas para quem faz reserva por telefone ou WhatsApp. As atividades de visitação na vinícola também foram alteradas pensando no conforto e na segurança do turista, abrindo novos nichos de atendimento.

— O tour foi adaptado exclusivamente com agendamento e para grupos de no máximo seis pessoas. Passamos a oferecer ainda uma experiência enogastronômica, com tábua de frios e inauguramos um novo espaço: uma galeria dedicada à exposição de peças de nosso acervo histórico. Resgatamos parte da evolução da Salton, a vinícola mais antiga em atividade no Brasil — ressalta Lucchese.

Credibilidade e segurança nos passeios

A empresa Caminhos Guiados, de Guaporé, aderiu aos protocolos do Ministério do Turismo para voltar a ooperar na região<!-- NICAID(14627041) -->
Foto: Caminhos Guiados / Divulgação

A empresa Caminhos Guiados, de Guaporé, foi criada há pouco mais de um ano e já encara um momento delicadíssimo. Até março, Charles Pilotti comandava dois passeios por fim de semana, que podiam ser caminhadas, em quadriciclos ou de bicicleta. Com a retomada dos atendimentos, as atividades se resumiram para apenas uma e aumentou a periodização para cada 15 dias.

Mas as alterações foram além. Charles ficou conhecendo o Selo do Turismo Responsável por um e-mail da Cadastur. Aderiu rapidamente ao programa, mas só isso não foi o suficiente para que ele ganhasse a autorização da prefeitura para voltar a trabalhar com o turismo.

— Eu digo que os protocolos são importantes para que os clientes estejam seguros. Para nós, é importante porque passa uma credibilidade maior aos clientes — afirma Charles.

O quadro, assim, se alterou na Caminhos Guiados. Até março, ele trabalhava com grupos de 12 pessoas. Agora, cada guia pode levar no máximo oito e mantendo o distanciamento de dois metros entre as pessoas, seguindo uma fila. Os passeios também são longos. 

Enquanto a caminhada é de até quatro horas, as outras duas atividades giram próximas das oito horas. Ainda assim, com o selo e com protocolos rígidos, o turismo de Guaporé consegue sobreviver nessa realidade temporária.

“Crianças respeitam mais os protocolos do que muitos adultos”

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 21/10/2020. Park Festa e Folia, lugar para festa infantil apresenta o selo do turismo responsável. Esse selo do turismo é uma forma dos clientes saberem que o empreendimento cumpre com todos os protocolos definidos pela Anvisa e dar segurança aos turistas, de que o local é seguro nesta retomada das atividades. Cleane Coelho e Luiz Frnando Pez, proprietários. (Porthus Junior/Agência RBS)<!-- NICAID(14622815) -->
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

A pandemia também traz novas concepções. Quando todas as atividades estavam paradas, muito se questionou sobre como explicar para as crianças o que está acontecendo e como fazer com que elas também usem máscaras. Sete meses depois, quando as atividades voltadas ao público infantil estão sendo retomadas, as surpresas vêm junto.

— Tem um fato curioso, que as crianças estão acostumadas. Então, quando elas chegam, já olham o tapete e dão um pulinho dentro dele e ficam esperando para ver a temperatura. Isso facilita um monte. Posso dizer que as crianças respeitam mais os protocolos do que muitos adultos — relata Pez, que completa:

— Eles querem hoje é brincar. Se para brincar tem que passar álcool gel para trocar de brinquedo, eles vão passar.

O Park Festa e Folia regressou há duas semanas, mas os preparativos já vêm de um longo tempo. Desde a metade do ano, a Associação dos Parques de Diversões trabalha em protocolos e muitos constam nas regras do Selo do Turismo Responsável. Ao mesmo tempo, Pez destaca que também teve que adequar o espaço com mais de 600 metros quadrados para as regras do governo do Estado, que são rígidas para empreendimentos infantis.

— É um parque de diversões à tarde e uma casa de festas infantis à noite. O protocolo estadual para festas é mais rígido do que para parque de diversões. Então, estava adequado a um protocolo mais rígido que o próprio selo. 

Como atua no entretenimento infantil, qualquer selo que ateste segurança é imprescindível. Isso garante que o movimento comece a dar sinais de recuperação para os novos tempos.

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