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Monitoramento23/09/2020 | 14h57Atualizada em 23/09/2020 | 14h58

Universidade de São Paulo instala sismógrafos em Gramado

Aparelhos são conectados à Central que funciona na instituição. Equipamento já existente em Canela voltou a operar nesta semana

Universidade de São Paulo instala sismógrafos em Gramado Prefeitura de Gramado/Divulgação
Foto: Prefeitura de Gramado / Divulgação

Após uma série de tremores de terra relatados por moradores de Gramado, o município da Região das Hortênsias vai contar com informações captadas por dois sismógrafos. Os equipamentos estão em operação desde terça-feira (22) e serão úteis para o diagnóstico de futuros abalos sísmicos. Segundo a prefeitura, não haverá custos ao município porque a instalação faz parte de um projeto de pesquisa nacional, fruto de uma parceria entre a USP, Observatório Nacional do Rio de Janeiro, Universidade de Brasília e Universidade Federal do Rio Grande do Norte. A localização exata dos aparelhos não é divulgada pela prefeitura para evitar furtos, mas o monitoramento será efetuado na região do bairro Piratini.

De acordo com o município, pesquisadores do Centro de Sismologia da USP se deslocaram até Canela no último fim de semana com o objetivo de efetuar reparos no equipamento já existente na cidade vizinha a Gramado, mas que estava inoperante - por isso não registrou os últimos tremores de terra. Na mesma ocasião, eles efetivaram a instalação dos dois aparelhos em Gramado. Os sismógrafos podem captar qualquer movimentação e enviar as informações ao Centro de Sismologia por meio de um aparelho de transmissão, acoplado com modem e antena de celular operante 24 horas por dia.

— A ideia é que consigam captar em tempo real e transmitir isso ao sistema sismográfico brasileiro. As causas podem ser muitas. Suspeita-se que pode ser algum deslocamento interno de rochas, mas ainda não temos como afirmar se confirma e qual o grau de problema que pode trazer — afirma o geólogo da prefeitura de Gramado, Paulo Stahnke.

De acordo com o profissional, os aparelhos de Gramado não são sofisticados como o de Canela, mas necessários pelo senso de exata localização. O sismógrafo em Canela estava inoperante por falta de manutenção, ocasionada por problemas relacionados ao fomento da pesquisa somada à pandemia.  

Diversos tremores foram relatados por moradores em Gramado, principalmente entre o fim de agosto e o início de setembro. Entre os dias 21 de agosto e 4 de setembro foram citadas oito ocorrências semelhantes, em diferentes horários do dia. A possibilidade de detonações foi descartada por especialistas, segundo a prefeitura.

A população poderá ajudar na pesquisa informando a ocorrência de tremores pela ferramenta Sentiu Aí, no site sismo.iag.usp.br. As informações também podem ser repassadas nas redes sociais @sismousp. Outra forma de contribuir para o monitoramento dos casos é informar a Defesa Civil sobre a ocorrência de tremores, indicando o horário e o local. O fato pode ser informado pelo WhatsApp (54) 99629.6160.

 
 
 

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