Tunas Altas: a família de Constante Viganó e Tereza Bisol  - Geral - Pioneiro

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Memória08/09/2020 | 07h00Atualizada em 08/09/2020 | 07h00

Tunas Altas: a família de Constante Viganó e Tereza Bisol 

Localidade do distrito de Vila Oliva abrigou várias gerações da família desde meados do século 20

Tunas Altas: a família de Constante Viganó e Tereza Bisol  Acervo de família/divulgação
Piaí, anos 1950: os pioneiros Angelo Viganó e Domenica Degregori com os filhos homens. Da esquerda para a direita estão João, Constante, Israel, Ambrósio, Valentim, Julio e David Foto: Acervo de família / divulgação

As pesquisas do historiador Éder Dall’Agnol dos Santos sobre as famílias de Santa Lúcia do Piaí, frequentemente compartilhadas neste espaço, recaem agora sobre a localidade de Tunas Altas, no distrito de Vila Oliva - visto que, até 1954, a capela de Tunas pertencia à paróquia de Santa Lúcia. É lá que está parte das origens da família do senhor Constantino Viganó.

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Conforme Éder, Constantino - mais conhecido por Constante - era filho do imigrante italiano Angelo Viganó e de Domenica Degregori. Nascido a 10 de junho de 1908, em Santa Lúcia de Faria Lemos, ele casou-se com a jovem Tereza Luiza Bisol em 23 de junho de 1932 - ela nascida em 10 de fevereiro de 1912, filha de Luiz Bisol e Josefina Casagrande, moradores de São Luiz da 6ª Légua.

Após o casamento, Constante e Tereza passam a residir na Linha Água Azul, próximo às terras da família de Silvano Daneluz e Tereza Viganó, tios dele. Alguns anos depois, em 1944, uma nova mudança ocorre. O casal - já com os filhos Nelsa, Ivo, Amadeu, Vivardino, Egídio, Leonilda e Josefina - decide migrar para a comunidade de Tunas Altas. 

Conforme apurado por Éder, o convite partiu de Josefina Viganó, irmã de Constantino e casada com o senhor Ângelo Casagrande, que já residia na localidade junto com os irmãos Israel e João Viganó (Joanin). Em Tunas Altas nasceram os outros quatro filhos de Constante e Tereza: Valduir, Ademar, Roberto e Oneide. 

Trabalho na agricultura

Em meados de 1946, quando tinha 38 anos, Constante foi acometido por um derrame cerebral. A situação dificultou ainda mais a vida da família, que dependia totalmente da agricultura de subsistência para a sobrevivência. Com o pai não podendo mais trabalhar, coube ao filho mais velho, Ivo, com 13 para 14 anos, assumir o lugar do progenitor. Já as irmãs Nelsa e Josefina ficaram encarregadas dos serviços da casa. 

Parte da família permaneceu na localidade até 1968, quando Constante e Tereza, juntamente com os filhos mais novos, mudaram para Caxias do Sul. Os irmãos Ivo, Amadeu e Vivardino permaneceram residindo em Tunas Altas, onde montaram uma sociedade nos trabalhos agrícolas. Juntamente com as demais famílias de moradores, eles atuaram ativamente no desenvolvimento do lugarejo. Tempos depois, Amadeu também mudou-se para Caxias, passando a residir no bairro Cruzeiro.

O patriarca Constante Viganó faleceu em 1971, aos 63 anos. Dona Tereza morreu em 1988, aos 76.

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O casamento de Ivo Viganó e Ignez Casagrande em 27 de outubro de 1957. Da direita para a esquerda, em pé, estão Angelo Rech e Josephina Casagrande, Celestina Casagrande, Maria Casagrande, Marcelo Casagrande (Marcelino), Lurdes Casagrande e Avelino Casagrande. Sentados, da esquerda para a direita, Gema Casagrande (esposa de Avelino), João Casagrande (pai da noiva), os noivos Ivo e Ignez, Eliza Danielli (mãe da noiva). À frente, as crianças Vilsom e Antonieta, filhos de Gema e Avelino.<!-- NICAID(14586133) -->
O casamento de Ivo Viganó e Ignez Casagrande em 27 de outubro de 1957Foto: Acervo de família / divulgação

O casamento de Ivo Viganó

Nascido em 6 de novembro de 1933, Ivo Viganó casou-se com Ignez Therezinha Casagrande, ela filha de João Casagrande e Eliza Danielli e nascida a 9 de setembro de 1937. Da união, ocorrida na capela de Tunas Altas em 27 de outubro de 1957, nasceram os filhos Gilmar, Luiz Carlos, Alceu (falecido em 1970), Adair, Gilberto e Marinês.

Muito atuante na comunidade, juntamente com os irmãos, Ivo possuía um caminhão de fretes e era sócio de duas cooperativas (Aliança e Caxiense Agropecuária), além de exercer o cargo de fabriqueiro na capela

de Nossa Senhora de Lourdes. Líder sindical e partidário, e festeiro por vários anos, também colaborou na construção da atual capela, do salão antigo e atuou com empenho na aquisição da rede elétrica para a região de Tunas e Bentevi. 

Na foto acima, o casamento em 1957. Da direita para a esquerda, em pé, estão Angelo e Josefina Casagrande, Celestina Casagrande, Maria Casagrande, Marcelo Casagrande (Marcelino), Lurdes Casagrande e Avelino Casagrande. Sentados, da esquerda para a direita, Gema Casagrande (esposa de Avelino), João Casagrande (pai da noiva), os noivos Ivo e Ignez, e Eliza Danielli (mãe da noiva). À frente, as crianças Vilsom e Antonieta, filhos de Gema e Avelino.

Seu Ivo Viganó faleceu em 1993, aos 60 anos.

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Ivo Viganó, Marcelo Casagrande (de pé) e José Casagrande Neto. Atrás, a primeira capela de Tunas<!-- NICAID(14586135) -->
Anos 1950: Ivo Viganó, Marcelo Casagrande (de pé) e José Casagrande Neto. Atrás, a primeira capela de TunasFoto: Acervo de família / divulgação
Os jovens Ivo Viganó e Ignez Casagrande Viganó nos anos 1950.<!-- NICAID(14586134) -->
Os jovens Ivo e Ignez Viganó nos anos 1950Foto: Acervo de família / divulgação

Participe

Além dos Viganó, Casagrande, Danielli e Bisol - citados nesta matéria -, o historiador Éder Dall’Agnol dos Santos busca informações sobre diversos outros antigos moradores da localidade de Tunas (alta e baixa). 

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O objetivo é resgatar as histórias das famílias, bem como registros fotográficos (imagens das capelas, casamentos, batismos, festas, etc). Contatos: ederdallagnol89@gmail.com ou fone/whats (54) 98449.9186. 

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