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Memória21/09/2020 | 07h00Atualizada em 21/09/2020 | 15h53

Cooperativa Vitivinícola Forqueta na Festa da Uva de 1950

Empresa surgida em 1929 levou um parreiral para o desfile de 70 anos atrás, pela Avenida Júlio de Castilhos

Cooperativa Vitivinícola Forqueta na Festa da Uva de 1950 Reno Mancuso/Acervo pessoal de Renan Carlos Mancuso,divulgação
Pela Júlio em 1950: carro da Cooperativa Forqueta trazia um imenso parreiral, sob "a guarda" de um grupo de tendeiros e tendeiras Foto: Reno Mancuso / Acervo pessoal de Renan Carlos Mancuso,divulgação

Surgida em 11 de agosto de 1929 e detentora do título de mais antiga da América Latina, a Cooperativa Vitivinícola Forqueta era presença constante nos desfiles da Festa da Uva dos anos 1950 e 1960, especialmente para divulgar um de seus produtos mais famosos: os Vinhos Radiante.

Na edição de 70 anos atrás, a empresa foi destacada na capa do então semanário “O Pioneiro” de 11 de março de 1950 (foto abaixo). O registro dava ênfase ao carro na “Parada da Vindima”, como o cortejo pela Avenida Júlio costumava ser também chamado.

A atração era um “autêntico parreiral” sob a guarda de um grupo de tendeiras e tendeiros, conforme o texto original reproduzido abaixo:

“O carro alegórico da fabricante dos deliciosos vinhos "Radiante", que mereceu fartos aplausos da multidão, apresentou-se reproduzindo um autêntico parreiral, carregado de uvas, que estavam sob a vigilante guarda das seguintes tendeiras: Amália Virginia Slomp, Amélia Miorelli, Corina Frigeri, Delmira Silvestri, Eloá Corá, Iara Borges, Imele Zambon, Iolanda Perottoni, Jandira Zucolotto, Loraine Slomp, Lourdes Onsi, Lourdes Zambon, Lourdes Zucolotto, Maria Frigeri, Maria Bonetto, Maria Maschio, Noracy Neis e Marise Stechow. Ajudaram na "colheita" também os seguintes tendeiros: Agastone Giacomoni, Alcides Postali, Angelo Giacomoni, Antonio Zambon, Bernardino Conte, Dino Gregoletto, Faustino Silvestrin, Félix Maschio, Guido Lain, Honorino Onsi, Ibanor Zucolotto, Joaquim Slomp Filho, Nelson Giacomoni, Raulino Silvestri e Ricardo Manfroi”.

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Foto: Reprodução

 Publicidade em 1951

Na imagem abaixo, um anúncio da Cooperativa e dos Vinhos Radiante publicado no jornal Diário do Nordeste de 5 de agosto de 1951, quando a empresa apresentava-se como “a líder das cooperativas riograndenses”. 

O texto destacava ainda a trajetória da firma: “22 anos de atividade é a credencial que oferece aos seus consumidores”.

Cooperativa Vitivinícola Forqueta, produtora dos Vinhos Radiante. Anúncio publicado no jornal Diário do Nordeste de 5 de agosto de 1951.<!-- NICAID(14596585) -->
Foto: Jornal Diário do Nordeste / Reprodução

A fundação

A Cooperativa Vitivinícola Forqueta foi fundada a partir da mobilização de um grupo de 12 agricultores, formado pelos senhores Arthur Perottoni (diretor presidente até falecer, em 1962), Pedro Tamanini, José Slomp Filho, Quinto Slomp, Giácomo (Jacó) Rizzi, Ernesto Silvestri, José Lain, Augusto Pozzer, Atílio Massignani, Ricardo Zuccolotto, Miguel Rizzi e Arduíno Pozzer.

Em homenagem ao pioneiro organizador da cooperativa Joaquim Slomp, um busto do empreendedor, desenvolvido pela filha, a escultora Dilva Conte, decora a praça de Forqueta. Falecida em 2018, dona Dilva também foi a responsável pela confecção do busto do irmão mais velho, Primo Slomp (1907-1982), inaugurado há dois anos.

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Atuante, nos primeiros tempos, como diretor comercial e depois como presidente, Primo logo tornou-se um líder e entusiasta do cooperativismo, colaborando com a organização de órgãos nessa modalidade no Rio Grande do Sul e conquistando novos mercados para os vinhos "da Forqueta". 

Em 30 de dezembro de 1930, aos 23 anos, ele casou-se com Dejanira Carlotto, com quem teve as filhas Leane, Loraine e Amália. Já em 1973, quando tinha 66, o empresário sofreu um acidente durante uma inspeção nas pipas na fábrica. A queda quase tirou-lhe a vida, mas não a vontade de trabalhar.

Primo Slomp seguiu atuando na cooperativa até 4 de outubro de 1982, quando faleceu. Ele tinha 75 anos. A saber: em 2002, por meio de uma parceria entre a Cooperativa e a Secretaria da Cultura, foi fundado em Forqueta o Museu da Uva e do Vinho, batizado com o nome de Primo Slomp.

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A cooperativa em meados dos anos 1930, captada durante a passagem do tremFoto: Giacomo Geremia, Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / Divulgação

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