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Pandemia03/08/2020 | 22h00Atualizada em 03/08/2020 | 22h00

Macrorregião Caxias do Sul tem a quinta pior taxa de isolamento do Estado

Dados do governo do Rio Grande do Sul apontam que média da última semana foi de 38,6%

Macrorregião Caxias do Sul tem a quinta pior taxa de isolamento do Estado Porthus Junior/Agencia RBS
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

Após a quarentena mais firme entre os meses de março e abril, chegar a uma taxa de isolamento social aceitável se tornou algo praticamente impossível. Atingir a meta mínima da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 50% de pessoas em casa — o ideal seria 70% — é algo que se torna improvável nesse momento da pandemia. 

O Rio Grande do Sul objetiva ter metade dos gaúchos isolados, algo que parece cada vez mais distante. Conforme o estudo do Comitê de Dados do governo do Estado, na semana entre os dias 26 de julho e 1º de agosto, a taxa chegou a 42,1%, sendo a terceira melhor do Brasil. Ainda insuficiente. A situação de Caxias do Sul está um pouco pior. Mesmo que tenha melhorado, o índice de 38,6% – na semana anterior  havia sido de 37,8% – é o quinta pior das 20 macrorregiões do Estado.

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Esses números estão longe do ideal, mas nem tudo está ruim. O isolamento nos fins de semana é mais constante na região de Caxias e reduz em dias úteis. Entre 25 e 27 de julho, a taxa chegou a 45,1% e baixou entre 28 e 31 de julho para 35,9%. Só que esses índices ainda têm variáveis, como o clima. Em dias frios e de chuva, a taxa aumenta consideravelmente, mas volta a cair com sol e temperatura amena. Isso é explicado quando, em 28 de julho, o Rio Grande do Sul teve a maior taxa de isolamento do país, quase 60%.

Esses pontos precisam ser trabalhados pelo poder público. Em Caxias do Sul, se entende que uma parcela da população ainda necessita compreender melhor o que representa a pandemia e colaborar para que a taxa de isolamento reflita no controle da disseminação do coronavírus. Segundo o secretário de Urbanismo do município, João Uez, é quase impossível garantir que a população respeite o fechamento dos parques aos fins de semana e que a regra de apenas uma pessoa por família entrar num supermercado ou no comércio seja respeitada.

— A prefeitura poderia ter mil fiscais (há 14), que se essa parcela da população ainda não se conscientizou, não adianta. Acredito que 90% da população está respeitando. A gente pede que as pessoas só saiam para o necessário. Aqueles jovens que fazem festas nos fins de semana em loteamentos novos do município ou até em chácaras, que não o façam. Que os pais orientem aos filhos para não irem nessas festas. Estamos num período que temos mortes quase que diárias e o número de contaminados é mais do que 3 mil — diz Uez.

O índice de isolamento abaixo do ideal reflete diretamente nas contaminações e hospitalizações. Isso culmina com bandeiras mais restritivas e o consequente impacto na economia. 

— O problema é o percentual mínimo (da população) que estraga a totalidade. No momento que você faz aglomerações em parques ou até mesmo festas clandestinas, isso reflete durante a semana em bandeiras (do governo do Estado) — afirma Uez.

COMO FUNCIONA

O Rio Grande do Sul contratou a empresa pernambucana Enloco, que faz essa coleta de dados. As cidades são divididas em hexágonos, com raio de 450 metros, e a partir de aplicativos para celulares que possuem compartilhamento de localização é feita a medição. Eles avaliam se o local onde o celular passou durante a noite deixou ou não esse raio durante o dia. Lógico que as pessoas que se locomovem dentro desse polígono de distância não entram na contabilidade. A empresa coleta informações de cerca de 1,5 milhão de dispositivos no Estado, e 60 milhões em todo o país.

Porto Alegre é uma das únicas a contratarem esse tipo de serviço no Estado. Caxias do Sul não tem nenhuma parceria nesse sentido.

AS CINCO MELHORES REGIÕES
1ª) Pelotas: 44,5%
2ª) Porto Alegre: 43,6%
3ª) Capão da Canoa: 42,9%
4ª) Uruguaiana: 41,5%
5ª) Canoas: 41%

AS CINCO PIORES
16ª) Caxias do Sul: 38,6%
17ª) Santa Rosa: 38,4%
18ª) Santa Cruz do Sul: 38,4%
19ª) Bagé: 37,4%
20ª) Lajeado: 37%

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