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Patrimônio histórico05/08/2020 | 21h09Atualizada em 05/08/2020 | 21h09

Comissão que trata da ocupação da Maesa empossa integrantes e faz visita guiada ao complexo 

Transferência da Semma para o local está prevista para ocorrer até dezembro

Comissão que trata da ocupação da Maesa empossa integrantes e faz visita guiada ao complexo  Porthus Junior/Agencia RBS
Parte do complexo da Maesa segue ocupada pela Voges, onde estão maquinários e estrutura da funilaria Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

Os 16 integrantes da Comissão Especial criada para tratar do uso e gestão do Complexo Cultural e Turístico da Maesa foram empossados na tarde desta quarta-feira (5), quando foi apresentado o projeto preliminar de ocupação e uma visita pelo local com a imprensa. A comissão foi criada, por meio de decreto, em 12 de março, mas, em função da pandemia, a posse só ocorreu agora, uma semana antes da abertura das propostas da licitação que vai escolher a empresa que fará o estudo sobre a ocupação.

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Respeitando as medidas de prevenção, como distância entre cadeiras, oferta de álcool em gel para higienização das mãos e medição de temperatura na entrada, as pessoas foram recebidas na área onde funcionava o refeitório dos funcionários da Voges, empresa que ainda ocupa parte da estrutura. O local é o mesmo em que a prefeitura pretende instalar a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma). Segundo a coordenadora do Projeto Maesa, Rubia Frizzo, a previsão é que isso ocorra até dezembro deste ano. O projeto de reforma do espaço está sob análise do Conselho Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural (Compahc) e o parecer é esperado para esta quinta-feira. Em seguida, projetos complementares como Plano de Prevenção Contra Incêndios (PPCI) devem ser providenciados.

Em paralelo a esta primeira ocupação pela Semma, o município pretende avançar com o estudo geral de uso e a elaboração de projetos para o aproveitamento dos demais espaços da área que tem 24 pavilhões espalhados em 53 mil metros quadrados construídos. Estudos de impacto de vizinhança e de trânsito já foram encaminhados na prefeitura, segundo Rubia.

Parte do local ainda guarda maquinários e equipamentos que integram a massa falida da Voges que estão em fase de leilão. O primeiro ocorreu na manhã desta terça. Pela utilização do espaço, a empresa paga aluguel à prefeitura.

– Estamos correndo contra o tempo – disse o prefeito Flávio Cassina.

Já o vice-prefeito, Edio Elói Frizzo, falou que a transferência da Semma para o local é praticamente uma segurança de que o Estado não retomará o complexo doado ao município. Além disso, a ideia é permitir acesso da comunidade à área verde interna, que tem um bosque e um lago. A construção de um mirante na esquina das ruas Plácido de Castro e Pedro Tomasi, com vista para todo o complexo, também é cogitada. Na Rua Dom José Barea, deve ser construído um estacionamento oblíquo. Mas, nos planos da prefeitura, o primeiro empreendimento no horizonte é o mercado público com implementação por meio de uma parceria público privada. O edital que norteará o concurso para escolha do projeto arquitetônico e urbanístico está em elaboração. Aliás, a intenção do município que todo o complexo seja autossustentável seja como departamento da prefeitura ou em modalidade semelhante à Festa da Uva S.A.

– Essa é a largada. Temos um desafio muito grande pela frente – resumiu Frizzo.

O vereador Rafael Bueno, que representa o Legislativo na comissão, demonstrou preocupação com a presença de resíduos industriais poluentes no local. A coordenadora do Projeto Maesa informou que as análises da Semma e da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) serão feitas a medida que cada espaço for ocupado. Ainda, que a Voges está comprometida com o município em fazer a retirada dos resíduos quando deixar o local. Também que a comissão já solicitou análise da água do lago e da nascente do Arroio Pinhal que fica no lugar.

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 05/08/2020. Comissão que trata da ocupação da Maesa, em Caxias, empossou os integrantes e fez visita pelo complexo. (Porthus Junior/Agência RBS)<!-- NICAID(14561220) -->
Comissão diz que solicitou análise da água do lago e da nascente do Arroio Pinhal que fica na área interna do complexoFoto: Porthus Junior / Agencia RBS

O administrador judicial da massa falida do Grupo Voges, Nelson Sperotto, confirmou o compromisso de retirar os resíduos do local, assumido antes da falência, e disse que a expectativa é que alguma empresa que trabalhe com fabricação de concreto ou asfalto se interesse pelo material, formado por areia. 

– Ainda não temos a solução de como cumprir aquele compromisso assumido pelo falido antes da quebra (da empresa). Estamos tentando – disse Sperotto.

Sobre a área a ser ocupada pela Semma, a previsão é que seja desocupada ainda neste mês, segundo Sperotto.

A comissão terá reuniões em todas as primeiras quartas-feiras de cada mês. Serão criados grupos de trabalho para tratar de questões específicas. 

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