Ato em Caxias lembra a morte de quase 100 mil pessoas e a perda de empregos por conta da pandemia - Geral - Pioneiro

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Cruzes e faixas07/08/2020 | 13h03Atualizada em 07/08/2020 | 13h16

Ato em Caxias lembra a morte de quase 100 mil pessoas e a perda de empregos por conta da pandemia

Organizada por centrais sindicais, manifestação também ocorreu em outras partes do país

Ato em Caxias lembra a morte de quase 100 mil pessoas e a perda de empregos por conta da pandemia André Fiedler/Agência RBS
Cruzes foram posicionadas na calçada para lembrar os mortos Foto: André Fiedler / Agência RBS

Um ato realizado no fim da manhã desta sexta-feira (7) na Praça Dante Alighieri, em Caxias do Sul, lembrou a marca de 100 mil mortes por coronavírus que o Brasil está prestes a atingir. Batizada de Dia de Luto e de Luta, a manifestação foi organizada por centrais sindicais e ocorreu também em outras partes do país.

Entre 11h e meio-dia, o grupo de cerca de 60 pessoas, que reunia também integrantes de diversos sindicatos, se concentrou na calçada junto à Rua Sinimbu com bandeiras e faixas. Nas calçadas 27 cruzes lembravam as pessoas que não conseguiram resistir à covid-19. Ao longo do ato também foram realizados pronunciamentos em carro de som.

Embora a escolha desta sexta-feira para a realização da manifestação tenha sido baseada na proximidade da marca de 100 mil mortes, atos do tipo têm sido organizados todos os meses pelas centrais sindicais. No mês passado, por exemplo, o grupo utilizou balões para representar as mortes, segundo Silvana Piroli, presidente do Sindiserv, sindicato que representa os servidores municipais.

— É o dia de luto pelos que morreram e de luta pelo enfrentamento da pandemia — destacou Henrique Silva, presidente do Sindilimp, sindicato que representa os trabalhadores do setor de limpeza, e coordenador regional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), em alusão ao nome do ato.

Além de lembrar as vítimas fatais do coronavírus, o grupo também lembrou os efeitos econômicos da pandemia e pediu medidas para minimizar a crise. Entre as demandas está a extensão do auxílio emergencial ao menos até o fim do ano, aumento nas parcelas do seguro desemprego e liberação de crédito para micro e pequenas empresas. Durante o ato também houve diversas críticas ao governo federal, sob o argumento de que as ações de combate à pandemia foram insuficientes e a forma de conduzir o assunto agravou a crise econômica.

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