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Pandemia15/07/2020 | 13h05Atualizada em 15/07/2020 | 13h05

Prefeitura de Veranópolis irá contestar junto ao Estado classificação de morte por covid-19

Secretaria Estadual da Saúde divulgou primeira morte pela doença no município

Prefeitura de Veranópolis irá contestar junto ao Estado classificação de morte por covid-19 Jonatan Sarmento/Arte GZH
Foto: Jonatan Sarmento / Arte GZH

A prefeitura de Veranópolis prepara o documento de contestação que será apresentado para a Secretaria Estadual da Saúde que considerou o coronavírus a causa da morte de um morador da cidade. O homem, de 61 anos, tinha problemas cardíacos. Segundo o prefeito Waldemar de Carli (MDB), que também é cardiologista e participou do atendimento ao paciente, o entendimento é que a morte foi resultado desses problemas de saúde anteriores à covid-19.

De acordo com os registros citados pela prefeitura, o homem buscou atendimento médico no dia 26 de junho, já com indícios de infecção por coronavírus. Ele morreu no último sábado (11) e o atestado de óbito foi assinado por De Carli. Assim, outro argumento é que ele já tinha passado pelos 14 dias da doença e, portanto, estava curado. 

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Conforme o prefeito, a Secretaria Estadual da Saúde aponta que o diagnóstico de coronavírus saiu apenas no início do mês. No entanto, De Carli sustenta que outros exames e o fato de que a esposa e a nora dele também contraíram a covid-19 indicam que a infecção começou antes:

— Tem toda uma cronologia de que ele começou esse evento no dia 26 (de junho), quando ele teve no dia um de sintoma gripal. Ele foi atendido no dia 1º (de julho), só procurou o hospital no dia 1º, quando já foi feito o diagnóstico por tomografia. Ele foi para casa. No dia 2, foi chamado de volta para colher o PCR (exame para identificar o coronavírus), resultado que tivemos só no dia 4 ou 5. Então, ele teve o dia um dele no dia 26, porque tem um período de incubação até os sintomas (aparecerem). A tomografia só altera entre o terceiro e o quinto dia. Coloca aí o quarto dia em uma média. Essa é nossa argumentação.

De acordo com De Carli, o atestado de óbito traz que a causa da morte foi infarto agudo do miocárdio com parada cardiorrespiratória. Em uma parte do documento, constam fatores adicionais que podem ter contribuído para a morte. É neste ponto que foram adicionadas informações sobre a covid-19. Segundo o prefeito, constam ainda outras condições de saúde, como hipertensão e um problema vascular periférico (nas pernas). O médico cita ainda que o quadro desenvolvido em função do coronavírus não foi grave e que o paciente não usou respirador.

A Secretaria Estadual da Saúde disse, por meio de nota, que “o pedido do município será avaliado pela Vigilância do Estado. A resposta será tornada pública depois de o município ter ciência da resposta”.

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