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Combate ao coronavírus07/07/2020 | 14h26Atualizada em 07/07/2020 | 14h30

"Por que o funcionalismo não pode reduzir seu salário ou sua carga horária?", questiona o presidente da CIC de Caxias

Para Ivanir Gasparin, quem está pagando a conta contra a pandemia de coronavírus é a iniciativa privada

"Por que o funcionalismo não pode reduzir seu salário ou sua carga horária?", questiona o presidente da CIC de Caxias Julio Soares/Divulgação
Foto: Julio Soares / Divulgação

Depois de oficializada pelo Governo do Estado a permanência da bandeira laranja para a região da Serra Gaúcha para os próximos dias através do distanciamento controlado, o presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul, Ivanir Gasparin, voltou a defender o empresariado local em relação ao que está se fazendo em termos de medidas de prevenção para enfrentar o momento de crise na economia.

De acordo com Gasparin, que concedeu entrevista na manhã desta terça-feira (7) ao programa Gaúcha Hoje da rádio Gaúcha Serra, está na hora de não só o empresariado e o setor privado bancarem a conta da pandemia do coronavírus no país. O líder empresarial disse que o setor público, através de seus servidores, precisam fazer a sua parte, contribuindo com a permissão de uma redução de salário, já que estão trabalhando em casa e recebendo integralmente.

— Vamos ouvir quem paga a conta no Brasil com mortes e também financeiramente, que é a iniciativa privada. O setor público não está fazendo a sua parte. Ele está em casa e com o salário integral, e nesse sentido vai minha crítica — afirma Gasparin.

O presidente da CIC também criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que tornou inválido um trecho da legislação que permitia o corte de salário de servidores públicos com redução proporcional de carga horária. Conforme Gasparin, enquanto o funcionalismo público não tem descontos no salário, o empresário segue realizando uma força fora do normal para abrir as portas de seu negócio com extrema dificuldade financeira.

— Todas as empresas de Caxias estão com uma redução salarial de seus colaboradores na ordem de 25% e até 50%. Por que o funcionalismo não pode reduzir salário ou então sua carga horária — finaliza o empresário.

Por outro lado, na visão da presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Caxias do Sul (Sindiserv), Silvana Pirolli, neste momento de pandemia, todos os setores estão sendo afetados e não apenas as empresas, inclusive toda a economia mundial está sendo afetada. De acordo com ela, quem não está sabendo enfrentar a pandemia é o Brasil e, consequentemente, quem acaba sendo atingido é o trabalhador.

 — Os servidores públicos de Caxias estão contribuindo com seu trabalho e esforço. A redução de salários da iniciativa privada e do poder público não é uma medida econômica eficaz, pelo contrário, ela gera mais recessão econômica — garante Silvana.

Para a presidente do Sindiserv, é preciso salientar que, diferente de quem pensa que o funcionário público não trabalha, é neste momento de pandemia que está se observando o quanto cada um dos servidores, também do município, está presente junto da população dando continuidade aos serviços de referência para o cidadão.

— Estamos com um trabalho presencial com toda a atenção básica da saúde, na segurança, na educação. Inclusive na educação, com professores utilizando meios eletrônicos diante de tantas dificuldades técnicas. Tudo isso para que as aulas sigam sem prejudicar os alunos — completa Silvana.

Atualmente o Sindicato dos Servidores Municipais de Caxias do Sul contempla seis mil associados. Somando-se o número de dependentes, são 11 mil pessoas ligadas à categoria sindical.

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