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Memória02/07/2020 | 14h19Atualizada em 02/07/2020 | 16h16

Germano Pisani & Cia: a chegada da Coca-Cola em 1949

Confira anúncios da época em que a empresa caxiense deu início à distribuição do "refresco" na cidade, em 1949

Germano Pisani & Cia: a chegada da Coca-Cola em 1949 Studio Geremia, Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / Divulgação/Divulgação
A vitrine da Coca-Cola, distribuída em Caxias pela firma Germano Pisani & Cia, em 1953 Foto: Studio Geremia, Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / Divulgação / Divulgação

Uma das mais importantes empresas do setor na América Latina, a Pisani Soluções em Plástico tem sua história atrelada à fabricação de diversos outros produtos, desde marmeladas e embalagens de madeira a engradados para refrigerantes e cervejas. Todos relacionados com a trajetória de seu fundador, Germano Pisani (1903-1978).

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Natural de Nova Milano, o jovem desde cedo atuou na área da carpintaria, auxiliando o pai, Antonio Pisani, no fabrico de caixas e cabos de vassoura – inicialmente na área do antigo Balneário De Lazzer, depois em Ana Rech. Chegado a Caxias em 1925, aos 22 anos, Germano acompanhou a transferência da pioneira Madeireira Antonio Pisani e Filhos para o bairro São Pelegrino, mais especificamente para a Rua Dr. Augusto Pestana, conhecida na época como “Banhado do Jacaré”. Foi ali que, paralelamente à produção de caixas para acondicionar os doces de frutas da Fábrica de Marmelada Caxiense, fundada em 1942, surgiria o embrião da Madeireira Germano Pisani S/A – a partir dos anos 1950, uma das maiores fabricantes de embalagens para a indústria de bebidas, em especial da Coca-Cola. 

A parceria 

Edição do Pioneiro de 7 de maio de 1949 (foto abaixo) destacou o início da distribuição do “refresco” pela empresa caxiense. A legenda da imagem descrevia: “Foto apanhada nos escritórios da Firma Germano Pisani & Cia, na ocasião em que o senhor Jorge Pook Corrêa, gerente de vendas da Sociedade Industrial de Refrescos S. A., fazia a entrega das credenciais aos senhores Germano Pisani e Sergio Webber, para a representação e distribuição exclusiva, em Caxias do Sul e seus distritos, da bebida refrigerante Coca-Cola”. 

Confira parte do texto original:

“A partir de 14 do corrente, Caxias do Sul terá Coca-Cola em todos os estabelecimentos, como sejam: cafés, bares, restaurantes, etc. Para Caxias, esta notícia é, sem dúvida, de grande importância, dada a grande expectativa da população caxiense, que desde muito ambicionava encontrar, nos estabelecimentos de venda da cidade, a bebida refrigerante que é consumida em todo mundo. A Sociedade Industrial de Refrescos S.A. enviará um caminhão especial, apropriado para essa finalidade, ficando o referido caminhão destinado à distribuição da Coca-Cola em Caxias do Sul e seus distritos”. 

A primeira entrega

Matéria de capa do Pioneiro de 14 de maio de 1949 voltou a abordar a parceria entre a Pisani e a Coca-Cola, no dia da primeira entrega:

“Germano Pisani & Cia, estabelecidos à Rua Dr. Augusto Pestana, 303, acabam de ser designados distribuidores para o município de Caxias do Sul do saboroso refresco Coca-Cola, realizando a primeira entrega hoje a todos os estabelecimentos revendedores da saborosa bebida que mais consumo tem em todo o mundo”. 

Acima, um registro do Studio Geremia para a vitrine da Coca-Cola e das embalagens em 1953. Lê-se, na placa: “Distribuidores para esta região: Germano Pisani & Cia - Fones  294-344”.

O empresário Germano Pisani (1903-1978)Foto: Studio Geremia, Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / Divulgação

Grêmio Esportivo Flamengo

Germano Pisani teve estreita relação com a comunidade caxiense. Foi vereador pelo Partido da Representação Popular (PRP), entre 1948 e 1951; fabriqueiro da nova Igreja São Pelegrino, inaugurada em 1953; conselheiro do Orfanato Santa Terezinha; e um fundadores do Grêmio Esportivo Flamengo (atual S.E.R. Caxias), onde atuou como diretor, conselheiro, presidente e titular da comissão para a construção do primeiro estádio, a Baixada Rubra. 

Germano Pisani faleceu em 1978, cinco anos após a madeireira adentrar no ramo plástico, em 1973. Outras fotos e detalhes de sua trajetória e família serão abordados em futuras colunas.

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